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Hipertensão atinge quase 24% dos adultos brasileiros e pode não apresentar sintomas

Pressão alta pode aumentar o risco de infarto e AVC e exige acompanhamento médico regular

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A hipertensão arterial, conhecida popularmente como pressão alta, atinge cerca de 38,1 milhões de brasileiros com 18 anos ou mais, o equivalente a 23,9% da população adulta. Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE e reforçam a importância da prevenção e do acompanhamento médico.

A condição ocorre quando a força do sangue contra as paredes das artérias permanece elevada. A pressão arterial de 140 por 90 mmHg, conhecida como “14 por 9”, é um dos parâmetros utilizados para identificar a hipertensão. A classificação e o diagnóstico devem considerar a avaliação de um profissional de saúde.

Doença pode passar despercebida

A hipertensão é considerada uma doença silenciosa porque muitas pessoas não apresentam sintomas. Quando aparecem, os sinais podem incluir dor de cabeça, tontura, enjoo, zumbido no ouvido, visão embaçada, falta de ar e palpitações.

Sem controle adequado, a pressão elevada pode prejudicar órgãos como coração, rins e cérebro, além de aumentar o risco de infarto, acidente vascular cerebral (AVC), doença renal crônica e morte prematura.

Fatores de risco e diagnóstico

A hereditariedade está entre os fatores relacionados à hipertensão. Os hábitos de vida também influenciam o desenvolvimento da condição, como o consumo excessivo de sal e bebidas alcoólicas, tabagismo, sedentarismo, obesidade e estresse.

Uma única medição não é suficiente para confirmar o diagnóstico. A pressão pode sofrer alterações por fatores como bexiga cheia, alimentação recente ou conversa durante a aferição. Por isso, a avaliação pode envolver medições em dias diferentes ou exames como a Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA), que acompanha os níveis durante 24 horas.

Tratamento e prevenção

A hipertensão pode ser controlada com acompanhamento médico, uso de medicamentos quando prescritos e mudanças nos hábitos diários. Entre as medidas recomendadas estão reduzir o consumo de sal, praticar atividades físicas, manter um peso saudável, evitar o cigarro e limitar a ingestão de bebidas alcoólicas.

Uma alimentação equilibrada, com frutas, verduras, legumes e alimentos ricos em fibras, também contribui para a saúde cardiovascular. Já o consumo de produtos industrializados e embutidos deve ser moderado.

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza medicamentos para o tratamento da hipertensão gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde e pelo programa Farmácia Popular, conforme os critérios de cada modalidade de atendimento.

A aferição regular da pressão e o acompanhamento com profissionais de saúde são importantes para identificar alterações e evitar complicações.

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