Canais de televisão da Argentina registraram a chegada de uma van transportando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), sua esposa e suas duas filhas ao aeroporto internacional de Puerto Iguazú na noite da última terça-feira (27.oct.2026). O automóvel utilizado pelo grupo exibia um adesivo da empresa Iguaçu Dallas Travel Ltda.
Movimentação migratória e decolagem De acordo com dados divulgados pela Direção Nacional de Migrações da Argentina, o parlamentar e seus familiares ingressaram no país vizinho por Puerto Iguazú no final daquela terça-feira “sem nenhum impedimento legal”. Em seguida, embarcaram em uma aeronave particular operada pela companhia Baires Fly S.A. com destino ao Equador, prosseguindo posteriormente rumo a Miami, nos Estados Unidos.
Investigações e restrições judiciais A partida de Flávio ocorreu 48 horas depois de sua derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da disputa presidencial. Na sequência do pleito, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ordenou o bloqueio dos passaportes comuns e diplomáticos do político, além de proibir sua saída do país.
As medidas cautelares foram estabelecidas no âmbito de um inquérito que apura supostos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz. Como os documentos não foram entregues voluntariamente à Polícia Federal, os passaportes acabaram cancelados.
Contexto político e apuração oficial A corporação policial agora investiga os detalhes sobre a saída do parlamentar do território nacional, enquanto autoridades e lideranças políticas acompanham os desdobramentos do caso.







