O mercado imobiliário residencial brasileiro vive um momento de forte movimentação, impulsionado por novas demandas habitacionais. Um estudo recente revela que Curitiba desponta na liderança nacional das pesquisas online por locação, destacando-se com margem expressiva sobre as demais concorrentes no período avaliado.
O topo do ranking de locação
Com uma média de 28.964 pesquisas mensais entre outubro de 2025 e agosto de 2026, a capital paranaense ocupa o primeiro lugar isolado pelo termo “apartamento para alugar”. O volume registrado na praça curitibana é praticamente o dobro do observado em Porto Alegre, que aparece na segunda colocação com 15.155 buscas.
Logo abaixo no levantamento aparecem Campinas, com 12.191 pesquisas, seguida por Belo Horizonte na quarta posição com 11.591, João Pessoa em quinto com 10.582, e Fortaleza ocupando o sexto lugar com 10.136 buscas mensais.
Ressalvas sobre o volume de pesquisas
Apesar do expressivo volume de interesse digital registrado pela capital do Paraná, o relatório faz uma importante ponderação analítica. O estudo pontua que esse resultado destaca o interesse pela capital paranaense. Porém, não permite concluir, “isoladamente, que a cidade tenha os melhores imóveis, menores preços ou maior quantidade de contratos de aluguel.”
A força do interior paranaense
Um dos grandes destaques do levantamento foi o desempenho de Londrina. Como principal polo do Norte do estado, a cidade registrou 9.118 buscas mensais, garantindo a oitava posição geral.
Com esse desempenho, o município superou capitais tradicionais como Salvador, que teve 7.745 pesquisas, e Aracaju, com 7.413. A presença de cidades que não são capitais, a exemplo de Campinas, Santos e a própria Londrina, evidencia que a busca por moradia descentralizou-se pelo país.
Metodologia da pesquisa imobiliária
O mapeamento foi desenvolvido pela Universal Software, empresa especializada em gestão de imobiliárias, contabilizando o volume médio mensal no Google Brasil para o termo “apartamento para alugar” combinado com diferentes localidades entre outubro de 2025 e agosto de 2026.
Os especialistas ressaltam que os dados refletem estritamente o comportamento digital dos usuários, sem mensurar diretamente transações concretas ou intenções de compra. Ainda assim, a radiografia serve como termômetro geográfico para que o setor imobiliário ajuste suas estratégias de atendimento.







