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Cobra mais rara do mundo despenca após salto histórico

Espécie caribenha que havia saltado para 1.100 exemplares sofre nova queda e acende alerta global para a conservação.

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Cobra-corredora-de-Antígua passou de 51 para mais de 1.100 exemplares após a eliminação de ratos, mas levantamento de 2023 encontrou apenas 400

A conservação da cobra-corredora-de-Antígua enfrenta um cenário desafiador no Caribe, onde a espécie tenta resistir a novas ameaças ambientais após ter escapado por pouco da extinção total no século passado.

Da quase extinção ao isolamento extremo

Historicamente abundante em Antígua e Barbuda, o réptil sofreu um colapso populacional drástico após a introdução descontrolada de predadores exóticos, como ratos e mangustos asiáticos, que dizimaram os animais nativos desprovidos de defesas naturais. Em meados de 1995, restavam apenas cinquenta e um indivíduos conhecidos, confinados exclusivamente na pequena Great Bird Island, uma localidade de pouco mais de oito hectares.

O salto populacional com a remoção de predadores

A erradicação completa dos roedores invasores na ilha pioneira representou o primeiro passo fundamental para interromper o declínio. Sem a constante predação de ninhos, os pesquisadores da organização Fauna e Flora implementaram um rigoroso plano de monitoramento para garantir a reprodução segura.

Posteriormente, espécimes foram reintroduzidos com sucesso em outras três ilhas livres de pragas, chamadas Rabbit, Green e York, permitindo que a população total ultrapassasse a impressionante marca de mil e cem répteis em 2016 e consolidando um marco ecológico mundial.

O declínio alarmante revelado em 2023

Apesar das comemorações pelo crescimento expressivo obtido em anos anteriores, um censo realizado em 2023 revelou um panorama bastante preocupante. Apenas quatrocentos animais foram localizados no arquipélago, apontando um rápido declínio que acendeu um alerta urgente entre os biólogos dedicados à causa.

As investigações em andamento apontam que o aumento generalizado das temperaturas globais tem afetado severamente a rotina desses répteis, enquanto a ocupação desordenada de habitats isolados e a perturbação humana fragilizam as áreas de refúgio.

Estratégias atuais de preservação

Instituições internacionais como a Fauna e Flora e o Environmental Awareness Group intensificam cooperações estratégicas para conter novos riscos, englobando a formulação de técnicas de manejo adaptadas, capazes de mitigar o impacto climático e preservar os núcleos populacionais com alta prioridade ecológica.

A mobilização envolve investimentos em restauração de vegetação, criação de novos refúgios sombreados e ações educacionais com a sociedade local, buscando restaurar o equilíbrio das ilhas e proteger o futuro dessa rara serpente antilhana.

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