As ações do Banco do Brasil (BBAS3) encerraram o pregão desta terça-feira (27) com leve baixa de 0,52%, cotadas a R$ 17,38, após ensaiarem uma recuperação parcial ao longo do dia. O movimento ocorre na esteira de uma sessão anterior marcada por um tombo expressivo de 29,33%, atingindo o menor patamar de fechamento desde maio de 2023.
Impacto político na bolsa brasileira A derrocada inicial refletiu o pessimismo generalizado do setor financeiro, que acompanhou a queda de 13,88% do Ibovespa — a maior desvalorização desde 2020, com direito a circuit breaker. O cenário foi motivado por uma intensa reprecificação de ativos nacionais após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no domingo. O mercado operava majoritariamente posicionado para um cenário alternativo com o senador Flávio Bolsonaro (PL), visto como mais alinhado a pautas fiscais liberais.
Revisões de analistas e novo preço-alvo Diante do novo panorama macroeconômico, o Citi revisou suas diretrizes para o setor e rebaixou a recomendação de BBAS3 para venda, cortando o preço-alvo de R$ 22,40 para R$ 15, enquanto prioriza o Itaú (ITUB4).
“Embora as avaliações das empresas tenham se ajustado em grande parte, acreditamos que a incerteza fiscal e os juros mais altos justificam prêmios de risco maiores e favorecem empresas com resultados resilientes, forte geração de caixa e menor duration”, afirmam os analistas.
Expectativa para os próximos balanços O pessimizmo também respinga nas projeções para o próximo relatório financeiro da instituição estatal, agendado para o dia 11 de novembro. O Bradesco BBI estima um lucro líquido de R$ 1,8 bilhão, o que representaria uma retração superior a 50% em comparação ao trimestre anterior, pressionado principalmente pelo avanço nas provisões para devedores duvidosos no setor do agronegócio.







