A Prefeitura de Curitiba intensificou as ações de conscientização voltadas para condutores de equipamentos autopropelidos, como patinetes elétricos e scooters. Coordenada pela Secretaria Municipal de Defesa Social e Trânsito (SMDT), a iniciativa mais recente ocorreu no cruzamento da Rua Mariano Torres com a Avenida Sete de Setembro, reunindo agentes da escola pública de trânsito em dois turnos.
H2: Próximas ações e locais de abordagem
A programação de orientação continua na próxima quarta-feira (28). Os agentes educadores estarão posicionados no cruzamento da Rua Luiz Leão com a João Gualberto, das 9h às 12h e das 14h10 às 17h30. Em cada operação, cerca de 150 pessoas são abordadas e recebem instruções fundamentais para prevenir acidentes no trânsito urbano.
H3: Principais regras para autopropelidos
As abordagens reforçam as diretrizes estabelecidas pelo Decreto Municipal nº 1.520/2026. Como a atuação da prefeitura tem foco puramente educativo e não prevê aplicação de multas de trânsito para esses condutores, a instrução se torna a principal ferramenta de prevenção.
Entre as principais recomendações repassadas aos condutores estão o respeito ao limite de 20 km/h em ciclovias e ciclofaixas, a proibição do uso de celulares ou fones de ouvido durante o trajeto, a checagem prévia de freios e pneus, e a regra de uso exclusivo individual, vedando o transporte de passageiros nos patinetes.
H2: Comportamentos de risco e fiscalização
O desconhecimento das leis vigentes frequentemente resulta em condutas perigosas nas vias públicas da capital paranaense. A agente de trânsito Lígia Klauck aponta os principais deslizes cometidos pelos condutores durante o trajeto diário.
“Os erros mais comuns envolvem circular sobre as calçadas, na contramão e sem respeitar os pedestres. Com a nossa orientação, os usuários passam a conhecer os locais permitidos para circular e podem adotar comportamentos mais seguros, utilizando ciclovias, ciclofaixas e vias com limite de até 40 km/h”, explica Lígia.
H3: A visão de quem transita pelas ruas
A população tem aprovado as abordagens educativas, que também ajudam a promover o respeito mútuo entre diferentes modais de transporte. O músico Carlos Eduardo de Souza Nascimento, que utiliza patinete e bicicleta diariamente, recebeu um capacete novo durante a ação e destacou a relevância do trabalho preventivo.
“Acho importante ações como essa que orientam não só os usuários desse tipo de transporte, mas também ciclistas e pedestres sobre como compartilhar os espaços de circulação com mais segurança”, afirma Carlos.
O engenheiro eletricista e ciclista Mozart Silveira também reforça que a harmonia nas vias depende da conscientização de todos os envolvidos, alertando para os perigos do excesso de velocidade.
“A convivência nas ciclovias pode ser muito boa quando todos respeitam as regras de circulação. As campanhas de orientação são importantes para conscientizar os usuários, principalmente em relação à velocidade, porque algumas pessoas acabam abusando e colocando os outros em risco”, afirma Mozart.
H2: Desafios na segurança viária
Com a rápida expansão desses meios de transporte alternativos nas grandes cidades, a mudança de percepção por parte dos condutores é vista como um desafio urgente para os órgãos de trânsito.
“Eles chegaram ao Brasil como brinquedos e logo se tornaram veículos de transporte. O principal desafio é fazer com que os usuários entendam que não são brinquedos, reconheçam sua vulnerabilidade no trânsito e compreendam os riscos que correm”, afirma Melissa Puertas Sampaio, diretora da Escola Pública de Trânsito de Curitiba.
Como parte do incentivo à segurança viária, a prefeitura realiza a distribuição gratuita de capacetes para os condutores que forem abordados sem o equipamento de proteção obrigatório. A meta estipulada pela gestão municipal é entregar um total de mil unidades até o encerramento do mês de dezembro.







