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Startup capta US$ 200 mi para criar cães militares modificados

Com previsão de nascimento para 2027, projeto visa reduzir problemas de saúde e otimizar animais para missões de resgate.

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Startup quer criar cães geneticamente modificados com tecnologia militar

Uma nova empresa do setor de defesa americano garantiu um aporte de US$ 200 milhões — aproximadamente R$ 1 bilhão — para o desenvolvimento de cães geneticamente modificados voltados para operações militares, forças policiais e equipes de salvamento nos Estados Unidos. O planejamento da Warhound consiste em gerar animais mais saudáveis, focando em aptidões voltadas para missões de busca e resgate.

A origem do projeto tecnológico

A iniciativa nasceu da colaboração entre Ben Lamm, que também cofundou a Colossal Biosciences, e Palmer Luckey, criador da Anduril. A empreitada une inovações de ambas as companhias, aplicando clonagem e aparatos militares. Com o suporte da American Humane Society, o programa terá acompanhamento nos protocolos de bem-estar animal e certificação de treinamentos.

Foco em saúde e desempenho operacional

A estratégia inicial utiliza genéticas de raças já consagradas no setor, a exemplo do Pastor Belga Malinois e do Pastor Alemão. A organização recolheu material genético de exemplares de alta performance para realizar edições que diminuam riscos de doenças como câncer, displasia, atrofia muscular e perda visual.

Alterações focadas em olfato e velocidade poderão ser introduzidas em etapas posteriores. Lamm declarou ao TechCrunch que a meta é alcançar “um novo tipo de cão” especializado nesse segmento de atuação.

A companhia aponta que a iniciativa busca diminuir a dependência norte-americana de fornecedores internacionais, visto que mais de 80% dos cães de serviço atuais são importados da Europa, com um longo período de treinamento e um índice de aproveitamento inferior a 50%.

Liderança e tecnologia integrada

O comando executivo da startup ficou a cargo de David Spirk, ex-diretor de dados do Pentágono, órgão que figura como potencial comprador dos serviços.

Embora a Anduril forneça softwares e hardwares, ela não possui ações na nova empresa. O arsenal tecnológico inclui protetores oculares e auriculares, coletes balísticos e ferramentas de monitoramento situacional.

Conforme ressaltado pela liderança da Warhound, os planos atuais descartam cirurgias para inserção de chips ou dispositivos corporais. Os chamados “aprimoramentos cibernéticos” ficarão “sobre o cão, não dentro dele”, segundo Lamm, funcionando por meio de sensores externos que transmitem dados em tempo real aos operadores.

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