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Mulher desaparecida há uma semana é achada morta após ter bens vendidos no RJ

Pensionista de 56 anos foi localizada sem vida em Nova Iguaçu enquanto polícia investiga a venda suspeita de sua casa e carro.

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Caso Rosângela: Após ter casa e carro vendidos, mulher desaparecida há uma semana é encontrada morta no RJ Caso Rosângela: Após ter casa e carro vendidos, mulher desaparecida há uma semana é encontrada morta no RJ

O desaparecimento de Rosângela Severiano da Silva Fonseca, de 56 anos, teve um desfecho trágico nesta sexta-feira (23). A pensionista foi encontrada morta em uma via isolada de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, depois de passar uma semana sumida.

Investigação sobre a venda de bens O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para a realização de exames periciais, com o apoio de familiares na identificação por meio de marcas corporais. Paralelamente, parentes descobriram que o imóvel e o veículo da mulher foram comercializados enquanto ela já estava desaparecida. Um indivíduo compareceu ao local dirigindo o automóvel e alegou ter adquirido os pertences da vítima.

Mudanças no comportamento e estranhamento da família Moradora do bairro de Irajá, na Zona Norte carioca, a mulher havia reduzido o contato com os parentes dias antes de sumir. O padrão de comunicação mudou drasticamente, passando a ocorrer apenas por mensagens escritas e sem o envio de áudios habituais.

O irmão da vítima, Rodney, relatou ao Balanço Geral que percebeu mudanças no jeito de escrever da irmã. “Na quinta-feira passada, ela ainda mandou: ‘E aí, na paz do senhor, como é que você tá?’. Ela nunca falou isso aí, daí eu já achei estranho”, contou. A desconfiança aumentou quando familiares visitaram o imóvel e encontraram pertences jogados em sacos de lixo na parte externa, além da ausência do celular, da moto e do carro.

Negociação sob suspeita Durante a cobertura jornalística, um homem chamado João Vitor Alves da Silva declarou ter comprado a casa por R$ 150 mil e o automóvel por R$ 13 mil, afirmando ainda ter contraído empréstimo com um agiota para quitar parte da transação. Pessoas próximas e envolvidos foram levados à delegacia para prestar depoimentos sobre o caso, registrado inicialmente na 27ª DP.

Áudios revelam aproximação Registros de áudio divulgados durante a apuração detalharam a proximidade entre a vítima e o suspeito da compra dos bens. Em uma das gravações, ela demonstrava admiração por um homem apontado como sendo João Vitor. “Jesus me apresentou um filho, irmã. Tudo ele sabe fazer: sabe fazer parte elétrica, sabe mexer com obra, sabe mexer com piso, sabe mexer com serralheiro, sabe mexer com instalação de som. Irmã, tudo o menino sabe fazer. Olha que coisa linda”, diz a pensionista.

Próximos passos da apuração policial Enquanto o suposto comprador sustenta que a negociação ocorreu de forma verbal diretamente com a vítima, a polícia mantém os aparelhos celulares apreendidos para análise técnica. Com a localização da vítima, a investigação avança para determinar a causa exata do óbito e esclarecer se há conexões diretas entre o homicídio e a alienação patrimonial ocorrida antes da localização do corpo.

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