O mercado de tecnologia registrou nesta sexta-feira (23) a chegada oficial do primeiro celular dobrável da Apple, batizado de iPhone Duo. O lançamento ocorre sob forte demanda dos consumidores e com disponibilidade reduzida nas lojas, marcando também a estreia de John Ternus no comando executivo da fabricante.
Demanda internacional surpreende a fabricante A pré-venda do novo dispositivo esgotou rapidamente em diversos países, empurrando prazos de entrega para os meses seguintes nos Estados Unidos e esgotando estoques presenciais em nações como Austrália, China e França.
Para conter a escassez, a companhia limitou a aquisição a duas unidades por consumidor e exigiu reservas online em mercados estratégicos. O apelo da marca atraiu desde fãs fiéis até compradores focados em revenda rápida.
“Uso produtos da Apple há muitos anos e confio mais na marca, então comprei um no dia do lançamento para experimentá-lo”, afirmou à Reuters o profissional de saúde Liu Wei.
Análises apontam avanços no design e limitações técnicas As primeiras avaliações especializadas destacam o avanço na engenharia da dobradiça, que reduziu o vinco na tela flexível, ponto fraco histórico em concorrentes.
Ainda assim, especialistas apontam pontos de atenção que podem desestimular potenciais compradores.
Restrições e opiniões dos especialistas Entre os pontos criticados estão a ausência de lente teleobjetiva para zoom e a falta de recursos tradicionais de segurança biométrica facial.
John Gruber comparou a experiência de uso à de um protótipo refinado, enquanto o influenciador tecnológico Marques Brownlee fez ressalvas quanto à praticidade para o uso cotidiano.
Perspectivas de mercado e projeções futuras Apesar dos percalços iniciais e do preço elevado, analistas acreditam que a entrada da Apple impulsione a categoria de dobráveis, dominada até então por empresas como Samsung e Huawei.
Francisco Jeronimo, vice-presidente da consultoria IDC, avalia que a entrada da Apple pode levar o formato a um público muito maior. A IDC projeta que a empresa concentre 44% do valor do mercado de dobráveis em 2026, com 31% das unidades vendidas.







