Um erro na interpretação das estatísticas fez com que a Justiça Eleitoral divulgasse incorretamente, no último sábado (17), a informação de que mais de 4 mil seções de votação teriam trocado de endereço entre o primeiro e o segundo turno do pleito deste ano.
Esclarecimento sobre a divergência
De acordo com o desembargador Carlos Roberto Silva, presidente do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (Coptrel), o equívoco aconteceu porque os registros foram confrontados de forma equivocada com o histórico de 2024. A assessoria de imprensa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também apontou que houve uma falha dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) ao alimentar o sistema da Justiça.
“Esse número de 4.352 seções alteradas é irreal. Não ocorreram alterações de locais em 4.352 seções do 1º para o 2º turno no Brasil inteiro. Foi uma verificação equivocada desse dado. Esse dado de 4,3 mil seções alteradas é de 2024 para 2026”, afirmou o desembargador.
Atualização dos dados e recomendações
Com a correção, o balanço oficial da Justiça Eleitoral foi atualizado para 343 seções com modificação de endereço para a votação marcada para o próximo domingo (25). Na terça-feira (20), o sistema apontava 441 mudanças, montante que diminuiu ainda mais na apuração seguinte.
Como ajustes ainda podem acontecer até o dia do pleito, a recomendação oficial é que o eleitor verifique o endereço exato antes de sair de casa, utilizando apenas as ferramentas oficiais como o aplicativo e-Título ou os portais do TSE e dos TREs.
O ministro Kássio Nunes Marques, presidente do tribunal, pontuou que o sistema costuma iniciar o período pós-primeiro turno acumulando modificações passadas, tendência que se reverte com a rediscussão dos dados. “Há uma necessidade de revisitação de toda a situação anterior ao primeiro turno. Então, ele [o número] vem, muito provavelmente, e é o que está acontecendo, caindo”, disse.
Procedimento padrão e segurança
As modificações nos endereços são determinadas pelos juízos locais mediante problemas estruturais ou climáticos e repassadas aos TREs. Apesar disso, autoridades reforçam que o trâmite é corriqueiro e não compromete a participação popular, alertando também para que cidadãos evitem links suspeitos compartilhados em redes sociais.







