O Boca Juniors ostenta seis títulos da Copa Libertadores da América e construiu parte expressiva de sua hegemonia continental superando adversários brasileiros em decisões, como Cruzeiro, Palmeiras, Santos e Grêmio. Contudo, quando o cenário das partidas passa a ser o gramado do Maracanã, o retrospecto do clube xeneize perde a imponencia e revela um histórico bastante equilibrado e desfavorável em termos estatísticos.
Histórico de partidas no templo do futebol carioca
Ao longo dos anos, o tradicional estádio recebeu confrontos envolvendo a equipe de Buenos Aires em 13 oportunidades. O saldo contabiliza apenas um triunfo em compromissos oficiais, além de duas vitórias somadas em um total de oito amistosos disputados no local.
A única vitória em caráter oficial aconteceu na edição de 1998 da Copa Mercosul, durante a fase de grupos. Em duelo realizado no dia 2 de setembro daquele ano, os argentinos superaram o Flamengo por 2 a 0, com gols anotados por Rey e Matellán na etapa complementar. Naquela ocasião, o confronto registrou o que seria o pior público pagante da história do clube carioca no Maracanã, com apenas 791 pessoas presentes nas arquibancadas.
As maiores derrotas dos argentinos no Rio
O revés mais elástico sofrido pelo Boca no estádio aconteceu diante do histórico time do Vasco da Gama, conhecido como o Expresso da Vitória. Em amistoso disputado em 24 de novembro de 1951, a equipe cruz-maltina aplicou um marcador de 3 a 0. Crônicas da imprensa da época apontavam desgaste físico dos visitantes devido ao excesso de viagens e à rotina de lazer nas praias cariocas.
De acordo com os relatos jornalísticos do período: “O Boca pareceu cansado em virtude das tantas viagens e também do sol de Copacabana. Os ‘muchachos’ portenhos abusaram dos prazeres da praia e estão morenos como os moradores da Zona Sul. Não foram assim os players ligeiros que enfrentaram o Flamengo”.
O goleiro Barbosa teve atuação destacada na defesa vascaína, enquanto os gols da vitória foram marcados por Ipojucan, duas vezes, e Friaça.
O peso da Libertadores e o carrasco Fluminense
Em torneios sul-americanos, o primeiro desafio do Boca no templo carioca ocorreu na final de 1963, quando o Santos de Pelé levou a melhor por 3 a 1, com gols anotados ainda na primeira etapa. A cobertura da imprensa da época destacou a velocidade do time paulista: “Ganhou o Santos em meia hora”.
Já o Fluminense assumiu o posto de principal carrasco dos argentinos no torneio continental. Em 2008, o Tricolor carioca reverteu uma desvantagem nas semifinais para vencer por 3 a 1. Anos mais tarde, em 4 de novembro de 2023, cariocas e argentinos decidiram o título da competição em jogo único no Maracanã. Após empate no tempo normal com gols de Germán Cano e Advíncula, John Kennedy marcou na prorrogação para garantir a inédita taça aos brasileiros.
Encontros marcantes e duelos históricos
Outros momentos de destaque no palco carioca incluem o confronto pelas quartas de final da Libertadores de 1991, quando o Flamengo bateu os argentinos por 2 a 1, embora tenha sido eliminado na partida de volta, em Buenos Aires.
Uma década antes, em 1981, a despedida do ídolo Paulo César Carpegiani foi marcada pelo chamado “desafio da camisa 10”, colocados frente a frente Zico e Maradona. O craque rubro-negro levou a melhor e garantiu o triunfo por 2 a 0 com dois gols.







