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Moro escolhe Pricilla Santana para a Secretaria da Fazenda

Atual titular da pasta no Rio Grande do Sul é a primeira mulher confirmada no primeiro escalão do próximo governo paranaense.

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Moro anuncia Pricilla Santana como futura secretária da Fazenda do Paraná

O governador eleito Sergio Moro (PL) oficializou nesta terça-feira (20) a nomeação da economista Pricilla Maria Santana para o comando da Secretaria de Estado da Fazenda do Paraná. Com passagens expressivas pela administração pública federal e estadual, ela se torna a primeira mulher confirmada na equipe de governo e o primeiro nome revelado para o primeiro escalão da futura gestão.

Foco na responsabilidade fiscal

Em manifestação oficial por nota, o futuro chefe do Executivo estadual destacou que a escolha evidencia o compromisso da nova administração com o equilíbrio das contas públicas e a inovação na gestão financeira. Pricilla possui uma sólida trajetória voltada à política fiscal, ao gerenciamento da dívida pública e ao diálogo financeiro entre diferentes esferas governamentais.

“Pricilla Santana é uma economista renomada, com reputação ilibada e ampla experiência técnica e administrativa em diversos órgãos federais e estaduais, sempre se destacando por onde passou. Nos últimos anos, manteve as contas do Rio Grande do Sul em ordem mesmo diante de desafios fiscais consideráveis”, disse o governador eleito Sergio Moro.

“Fiquei honrado com a aceitação do convite e tenho certeza de que ela muito contribuirá na gestão das contas do Estado, com técnica e responsabilidade fiscal, e na modernização do Governo do Paraná para alcançarmos um novo patamar de desenvolvimento”, completou Moro.

Trajetória e currículo da nova secretária

Graduada em Economia, História e com mestrado em Direito, Pricilla Santana está à frente da Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul, na gestão de Eduardo Leite (PSD), desde janeiro de 2023. Antes de comandar a pasta gaúcha, atuou entre 2015 e 2022 como subsecretária de Relações Financeiras Intergovernamentais do Tesouro Nacional, lidando diretamente com a sustentabilidade fiscal e a dívida pública entre União, estados e municípios.

Sua carreira inclui passagens como secretária-adjunta de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, além de atuação em processos de privatização, no Regime de Recuperação Fiscal e em debates sobre a Reforma Tributária. A economista também integrou conselhos fiscais e de administração de empresas estatais e bancos públicos, como BNDES, Caixa Econômica Federal, Eletrobras e Banrisul. Desde agosto de 2026, ela ocupa a segunda vice-presidência do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

Transição e enxugamento da máquina pública

Enquanto avança na definição de seu secretariado, Sergio Moro garantiu que pretende conduzir uma transição administrativa organizada, buscando o menor impacto possível nas atividades do Estado. O futuro governador aguarda a publicação de um decreto oficial pelo atual governo para normatizar a transferência de cargo, ao mesmo tempo em que dialoga com parlamentares estaduais sobre as prioridades legislativas.

Durante a campanha, Moro firmou o compromisso de enxugar o aparato estatal, meta que reiterou após o anúncio ministerial. A proposta visa combater o excesso de burocracia e elevar a produtividade dos serviços prestados à população.

“A transição é sempre desafiadora, porque é uma mudança de governo, mas nós queremos que ela seja a mais suave possível. Nós vamos diminuir o tamanho da máquina, que hoje está inchada e acaba gerando muita burocracia e pouca eficiência. Foi uma promessa de campanha que iremos cumprir. Queremos ter um governo honesto e eficiente”, completou o governador eleito.

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