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Lula minimiza rejeição no STF e condiciona nova indicação à vitória nas urnas

Presidente defende mandatos para ministros da Corte e critica atual modelo de escolha durante entrevista ao SBT News.

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Lula desconversa sobre indicação ao STF: “Primeiro vou ganhar eleição”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (19.out.2026) que a rejeição do nome de Jorge Messias pelo Senado Federal não provocou abalo político para sua gestão. Em entrevista concedida ao SBT News, o chefe do Executivo evitou antecipar se reapresentará o advogado-geral da União para o Supremo Tribunal Federal e declarou que seu foco atual está concentrado na disputa eleitoral.

Rejeição e estratégia eleitoral A recusa do nome indicado em abril foi interpretada por analistas como um revés para o petista, que disputa a reeleição para o seu quarto mandato presidencial contra Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.

“Primeiro, eu não tive desgaste nenhum com a indicação do Messias. Quem teve desgaste foi quem não aprovou, não fui eu”, disse Lula. O mandatário ainda pontuou: “Eu vou ganhar as eleições e depois vamos saber o que vamos fazer. Eu tenho mais 3 para indicar se eu for eleito presidente da República”.

Proposta de reforma no Judiciário Além de comentar o processo de escolha para a mais alta corte do país, o candidato à reeleição defendeu alterações profundas no sistema de Justiça. Para ele, o formato atual precisa ser revisto, permitindo maior envolvimento popular e a instituição de mandatos com prazo determinado para os magistrados, regra que substituiria a atual aposentadoria compulsória aos 75 anos.

“Eu acho que para ser ministro da Suprema Corte a gente vai ter que discutir outro critério para escolher. Não pode ser só o presidente da República, eu quero ver se a sociedade participa disso. Eu quero que tenha mandato. Aí tem que ter uma reforma no Poder Judiciário. Que não sou eu que faço, é o Congresso Nacional. Mas nós vamos ter que fazer uma reforma no Judiciário”, declarou.

Relação institucional O presidente também abordou sua postura em relação aos magistrados da Corte e enfatizou que os critérios de seleção baseiam-se estritamente na capacidade técnica.

“Nunca pedi um favor ao ministro da Suprema Corte. Nunca pedi e não vou pedir. Porque quando eu indico uma pessoa com cargo, é para ele cumprir o que está na Constituição e não para atender os interesses do presidente da República. Então, eu sempre vou escolher um critério de notório saber jurídico, de competência política”, destacou, acrescentando que a escolha seguirá um padrão “profissional”.

O próximo ocupante da cadeira presidencial terá o direito de preencher três vagas no STF devido às aposentadorias programadas para os próximos anos.

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