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Defesa nega que Lulinha despachava com ministros do governo

Marco Aurélio de Carvalho rebateu acusações da lobista Roberta Luchsinger, alvo de apurações no STF por contratos com o Executivo.

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Advogado nega que Lulinha despachasse com ministros: “Relação era social”

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, contestou as alegações de que o empresário mantivesse despachos formais com membros do primeiro escalão federal. De acordo com o advogado Marco Aurélio de Carvalho, a relação do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com integrantes dos ministérios sempre esteve restrita à esfera pessoal.

Acusações sem provas e inquéritos no STF

A manifestação ocorre na esteira de declarações feitas pela lobista Roberta Luchsinger, que alegou ter conhecimento de supostas irregularidades envolvendo Lulinha e integrantes da gestão federal em reuniões ministeriais, sem apresentar provas dos encontros.

No momento, tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) três inquéritos para apurar se houve atuação conjunta entre a empresária e o filho do presidente para favorecer a celebração de contratos junto ao Poder Executivo. As investigações são desdobramentos da Operação Sem Desconto, ação que apura fraudes em deduções associativas aplicadas a benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Convivência histórica e relações sociais

Ao rechaçar qualquer atuação burocrática ou institucional de Lulinha em Brasília, Carvalho destacou os laços históricos construídos pela família:

“Ele [Lulinha] não esteve em gabinetes de ministros para despachar qualquer tema, de qualquer natureza. Ele tem convívio social. O Partido dos Trabalhadores foi construído no decorrer desses muitos anos, foi fundado enfim há 46 anos, o Fábio tem 50 e poucos anos e essas histórias se confundem. Ele conhece muitos ministros e convive com vários. Então, é natural que ele se relacione com esses ministros”, disse à CNN Brasil.

O advogado, que também exerceu a função de coordenador na campanha do presidente Lula, frisou que não há irregularidade em confraternizações privadas e apontou o trânsito da própria acusadora em diferentes espectros do poder:

“Ele foi pra lá [Brasília], ficava lá, o convidou pra um evento social. Qual é o problema? E, olha, é importante dizer que a empresária Roberta Luchsinger tinha relação inclusive com ministros do governo Bolsonaro e com lideranças políticas de diversos partidos”, relatou.

Os procedimentos investigativos seguem sob supervisão da Suprema Corte, que avaliará a consistência dos elementos apurados para determinar se houve ou não prática ilícita nas relações com a administração pública.

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