A atividade econômica do Brasil registrou alta de 0,5% na passagem de julho para agosto, conseguindo reverter o cenário de baixa observado nos dois meses anteriores. Com esse resultado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas, o indicador avança 1,8% no acumulado de 12 meses.
Metodologia e termômetro econômico O levantamento mensal serve como uma prévia do indicador oficial e calcula o comportamento do Produto Interno Bruto por meio da análise de dados de diversos setores produtivos, como comércio, serviços, agropecuária e indústria.
Fatores de impulso na oferta e na demanda O avanço mensal foi estimulado principalmente pelos setores de serviços e pela indústria extrativa. Segundo a análise de Claudio Considera, pesquisador associado do Ibre, “Pela ótica da demanda, a despeito da desaceleração do consumo das famílias, atuaram positivamente as exportações e o consumo do governo”.
Resiliência diante dos juros altos O especialista também destacou que, em um cenário marcado por inflação persistente e taxas elevadas de juros, “a economia apresenta capacidade de recuperação”. No trimestre encerrado em agosto, o consumo das famílias apresentou alta de 0,4%, com destaque para o desempenho das vendas de produtos duráveis.
Valores correntes e comparações anuais Em termos nominais, a soma de todas as riquezas produzidas no país e acumulada até agosto atingiu a marca de R$ 9,020 trilhões. Na comparação anual, o oitavo mês do ano registrou avanço de 1,5% sobre o mesmo período do ano anterior, enquanto o trimestre fechado em agosto marcou alta de 1,7%.
Projeções do mercado e dados oficiais O cenário macroeconômico atual conta com diferentes estimativas de expansão para o país, incluindo projeções do Banco Central, do Ministério da Fazenda e de organismos internacionais. O dado oficial consolidado sobre o desempenho trimestral será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística no início de dezembro.







