O produtor musical e empresário Sean “Diddy” Combs deixou a Instituição Correcional Federal de Fort Dix, em Nova Jersey, e foi realocado nesta sexta-feira (16) para a FCI Allenwood, um complexo prisional de segurança mínima situado no estado da Pensilvânia.
Suspeitas de regalias e sanções disciplinares
A alteração de endereço penitenciário surge logo após a circulação de denúncias apontando que o artista estaria desfrutando de privilégios e itens não autorizados dentro do cárcere. Relatos apontaram que ele teria tido acesso clandestino a bebidas alcoólicas e telefone celular, além de receber massagens de outros presidiários.
Em decorrência das alegações de infração interna, o músico chegou a ser transferido para o regime de isolamento disciplinar. O episódio também afetou o calendário de sua pena: a previsão oficial para que Diddy recupere a liberdade foi postergada para o dia 2 de março de 2028.
Boatos de briga e pronunciamentos oficiais
Rumores recentes também sugeriam que o artista de 56 anos teria sido encaminhado a uma unidade hospitalar com ferimentos cranianos após um atrito físico com um detento condenado por tráfico. De acordo com essas versões não confirmadas, o tumulto teria se originado pelo incômodo dos demais presos com as supostas regalias concedidas ao rapper.
O Departamento Federal de Prisões, no entanto, desmentiu qualquer confronto físico, classificando as informações sobre uma briga entre o cantor e outro detento como “falsos e não aconteceram”. A administração carcerária optou por não aprofundar o caso, justificando o sigilo sob “motivos de privacidade, segurança e proteção”.
Por outro lado, a equipe do artista destacou a necessidade de garantir a integridade física do músico. Em declaração formal, Juda Engelmayer, porta-voz de Diddy, abordou a realocação:
“Agradecemos ao Departamento Federal de Prisões por levar a sério a segurança de Sean e de todos os envolvidos. Sua transferência de uma unidade de segurança mínima para outra é uma distinção importante. Embora não possamos comentar os motivos específicos da mudança, ela é compatível com uma decisão tomada tendo em vista a segurança e a proteção. Somos gratos pela atenção dedicada ao bem-estar dele e esperamos que possa continuar cumprindo sua pena sem interrupções desnecessárias”.
O processo e a condenação
Diddy foi sentenciado em julho passado a uma pena de quatro anos e dois meses de prisão, além de cinco anos em liberdade condicional supervisionada. A condenação foi baseada em duas acusações de transporte ilegal de pessoas voltado à prostituição, envolvendo namoradas e garotos de programa em encontros regados a substâncias entorpecentes, denominados por ele como “freak offs”.
Apesar da sentença em regime fechado, o empresário acabou absolvido das imputações mais graves de formação de quadrilha para extorsão e tráfico sexual, acusações que poderiam ter culminado em uma condenação de prisão perpétua.







