O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) garantiu nesta sexta-feira, 16, que pretende manter o reajuste do salário mínimo acima da inflação. Durante sabatina na TV Globo, o político também descartou qualquer mudança no percentual de correção salarial e afirmou que não pretende alterar a Constituição para modificar os pisos constitucionais destinados aos gastos com saúde e educação.
Respostas diretas e contraponto eleitoral
Questionado de forma direta pela entrevistadora Renata Lo Prete sobre a adoção de tais medidas, Flávio respondeu com monossílabos para rechaçar cada uma das iniciativas. A movimentação ocorre em meio a investidas da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem utilizado propagandas eleitorais para afirmar que o candidato opositor planeja implementar essas alterações.
Enquanto a sabatina acontecia, a entrevista foi acompanhada por panelaços em diversas capitais do país. Os atos populares foram convocados por meio das redes sociais e contaram com o impulso do deputado federal André Janones (Rede-MG).
Propostas de corte de gastos e privatizações
Apesar de afastar reduções em áreas sociais, o postulante ao Executivo federal detalhou outras frentes para enxugar a máquina pública, mencionando planos de enxugamento de ministérios, privatizações e a venda de estatais.
“Se a gente pegar os quase R$ 3 trilhões que a União tem a receber, isso também pode ser securitizado, trazendo mais de R$ 200 bilhões a mais no Orçamento, por ano”, declarou Flávio durante a sabatina.
Entre as alternativas citadas para aliviar o orçamento da União estão ainda a comercialização de imóveis pertencentes ao governo federal e a exploração de petróleo na Margem Equatorial.
Defesa de aposentadorias e BPC
O tema fiscal também havia sido abordado na semana anterior, quando o candidato negou planos de modificar as regras de reajuste das aposentadorias e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) como estratégia para conter despesas, ideia que supostamente teria circulado no mercado por meio de sua equipe econômica.
“Eu não vou fazer economia em cima de quem precisa. Das pessoas mais carentes desse Brasil. Aposentado, fique tranquilo. Não cai nessa fake news do PT dizendo que eu vou acabar com reajuste de aposentadoria. Pelo contrário”, afirmou na ocasião.
Ao ser questionado se assumia o compromisso de garantir o aumento real aos aposentados nos moldes atuais, ele respondeu afirmativamente. “O Brasil é riquíssimo. E tem muito de onde tirar. Começar com o combate à corrupção desse governo aí. Só estatais que no governo do presidente Bolsonaro deram 18 bilhões de lucro. Agora já deram 36 bilhões de prejuízo. Mais de 50 milhões de 50 bilhões de diferença”, completou.








