Durante sua transmissão ao vivo semanal realizada nesta quinta-feira (15) em Capelinha (Minas Gerais), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) direcionou fortes críticas ao atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A principal reclamação foi sobre a recente intenção do governo federal de enviar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para viabilizar o transporte público gratuito nos fins de semana, projeto que seria financiado com recursos de emendas parlamentares.
H2 Críticas às promessas e ao passe livre
Acompanhado pelos deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Guilherme Derrite (PP-SP), senador eleito por São Paulo, o postulante ao Planalto ironizou os planos do governo atual.
“Ele prometeu picanha e não entregou. Ele está prometendo tudo que não vai entregar. Agora ele perdeu a linha de novo, está prometendo ônibus de graça, que não vai entregar também”, declarou o presidenciável.
H2 Segurança pública e maioridade penal
No campo da segurança pública, o candidato do PL criticou a PEC enviada pelo Palácio do Planalto ao Senado Federal. Na visão do senador, a iniciativa buscava retirar autonomia das administrações estaduais sobre as polícias.
“Essa PEC da Segurança Pública, o Lula queria, inicialmente, controlar a polícia. Queria tomar o lugar dos Estados na parte da segurança pública e centralizar tudo no governo central deles. Isso é típico de governos ditatoriais, de governos que são fascistas, que são comunistas”, afirmou.
H3 Mudanças nas leis penais
Aproveitando o tema, o político defendeu a alteração sugerida pelo líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), que prevê baixar a idade penal para 16 anos na maior parte dos delitos e para 14 anos em casos de tráfico e integração com organizações criminosas. Ele ainda rechaçou a alternativa apresentada pelo líder do PT no Senado, Camilo Santana (CE), que restringe a medida aos 16 anos apenas para crimes hediondos, argumentando que a sugestão ignoraria os narcotraficantes.
Sobre a tramitação dessas pautas, o candidato assegurou que pretende agir antes mesmo da posse: “A gente vai começar a cumprir nossas promessas de campanha, se Deus quiser, antes até de sentar na cadeira de presidente da República. Eu estou falando de redução da maioridade penal, que a gente vai conseguir aprovar”.
O deputado Nikolas Ferreira ponderou sobre o assunto: “ninguém está dizendo que a redução da maioridade penal será uma bala de prata para resolver o problema da segurança pública no Brasil”, classificando a ação como “importantíssima”, embora dependente de múltiplos fatores.
H2 Cenário eleitoral e pesquisas
Por fim, o senador comentou os números do levantamento Datafolha divulgado no mesmo dia, que apontou sua liderança sobre Lula em um eventual segundo turno, marcando 51% a 49% dos votos válidos. Para ele, a dianteira real seria ainda mais ampla.
“Hoje saiu mais uma pesquisa Datafolha dando Flávio Bolsonaro na frente de Lula. Gente, se a gente está na frente no Datafolha, você já sabe. Datafolha que errou, se não me engano, mais de cinco pontos ou sete pontos no nosso número no primeiro turno, não lembro de cabeça agora, mas se está a gente na frente no Datafolha pode ter certeza que é muito mais na frente mesmo com essas promessas vazias e mentirosas que o Lula está fazendo, num desespero total para tentar enganar muita gente com coisa que nós sabemos que ele não vai entregar”, concluiu.







