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Governo federal injeta R$ 200 milhões para impulsionar mercado de games

Pacote inclui o novo mecanismo de patrocínio e cortes nas taxas de juros para estúdios nacionais.

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Rouanet Games: governo anuncia R$ 200 milhões para o setor no Brasil

O governo federal revelou um plano de investimentos de R$ 200 milhões voltado ao fortalecimento da indústria nacional de jogos eletrônicos. A iniciativa engloba cortes expressivos nas taxas de juros de empréstimos e a criação do projeto apelidado de “Rouanet Games”, que abrirá portas para a captação de recursos privados através de incentivos fiscais.

Novas facilidades no financiamento e crédito

As ações governamentais também visam descomplicar a obtenção de crédito para estúdios de menor porte, ampliando o leque de alternativas financeiras para a criação de títulos digitais no país. Uma das alterações planejadas atinge diretamente o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), que também apoia o ecossistema de videogames. A Agência Nacional do Cinema (Ancine) tem a intenção de sugerir ao comitê gestor do fundo a queda no patamar mínimo de empréstimos, passando de R$ 500 mil para R$ 150 mil, auxiliando companhias com demandas orçamentárias mais enxutas.

Redução de custos operacionais

Além do volume mínimo, o preço do crédito tende a diminuir. A estratégia consiste em derrubar a taxa extra aplicada nos financiamentos de 2% para 0,5% ao ano, somada à Taxa Referencial (TR). Para o ano de 2026, o FSA projeta um montante de R$ 460 milhões em crédito destinado a todo o setor audiovisual, abrangendo os desenvolvedores de jogos, embora a verba não seja restrita exclusivamente a esse segmento.

Funcionamento do patrocínio via incentivo

Com a chegada da iniciativa inspirada na captação cultural, os estúdios do país ganham o direito de buscar apoiadores financeiros por meio de mecanismos federais, integrando o setor às políticas de fomento à pesquisa, tecnologia, inovação e cultura. Contudo, a efetivação das medidas está condicionada à publicação de diretrizes próprias. Ficará a cargo da Ancine estabelecer as normas para o uso dos recursos da Lei do Audiovisual e desenhar os parâmetros para o direcionamento do dinheiro do FSA.

As principais diretrizes do pacote consistem em: Facilidade de crédito com a diminuição do piso dos empréstimos para estúdios modestos. Captação privada viabilizada por instrumento equivalente ao patrocínio cultural tradicional. Parâmetros claros de financiamento para nortear a escolha dos projetos contemplados pelo FSA.

As recentes mudanças criam um cenário inédito para que as produtoras brasileiras encontrem condições financeiras mais vantajosas. Juros reduzidos barateiam a execução das ideias, enquanto os incentivos à busca de parceiros comerciais diversificam as fontes de receita. A eficácia dessas transformações dependerá das normas que serão redigidas em breve, sendo o papel regulatório da Ancine fundamental para definir o acesso aos incentivos e as exigências para os desenvolvedores.

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