Um homem de 45 anos foi preso em flagrante na noite do último domingo (11) na Estrada Colônia Santa Cruz, zona rural de Paranaguá, no litoral do Paraná. O suspeito foi detido por violência doméstica e posse irregular de arma de fogo após ameaçar matar os moradores de uma residência na região.
Intervenção heroica de crianças
A situação de extremo risco mobilizou equipes do 9º Batalhão da Polícia Militar por volta das 21h, após chamadas direcionadas à Central de atendimento. Ao chegarem na chácara indicada na denúncia, os agentes conversaram com as vítimas e confirmaram a gravidade dos relatos.
Uma mulher de 47 anos e sua filha, de 28 anos, relataram aos policiais que o indivíduo prometeu tirar a vida de todos que estavam no imóvel. As vítimas afirmaram categoricamente que o crime só não foi consumado porque duas crianças pularam na frente delas para protegê-las do agressor.
Histórico de controle e agressões
Além das ameaças de morte registradas no domingo, a mulher de 47 anos revelou que sofria agressões constantes do companheiro. Segundo o depoimento, o comportamento violento do homem se intensificava sempre que ele consumia bebidas alcoólicas.
A moradora também tentou deixar o local há dois meses para morar em outra cidade com a filha, mas era impedida pelo suspeito. O homem exercia forte controle sobre a rotina da companheira, era motivado por ciúmes excessivos, proibia que ela trabalhasse e a obrigava a dividir o mesmo telefone celular para fiscalizar suas conversas.
Apreensão de armamento e prisão
Durante as diligências no interior da residência, os policiais questionaram sobre a localização do armamento citado na denúncia. As vítimas apontaram que o equipamento estava guardado no quarto do casal.
Os militares localizaram uma espingarda modificada para o calibre .22 escondida embaixo da cama. No mesmo cômodo, dentro de uma caixa posicionada em cima do guarda-roupa, a equipe encontrou 37 munições intactas.
Diante dos fatos e dos materiais apreendidos, o suspeito recebeu voz de prisão e foi conduzido até a Delegacia Cidadã de Paranaguá. O caso foi formalmente registrado como posse irregular de arma de fogo e violência doméstica.







