O petróleo registrou alta nas negociações asiáticas desta segunda-feira, acompanhado por uma valorização moderada do dólar. O movimento ocorre no momento em que investidores monitoram a intensificação das ofensivas dos houthis contra a Arábia Saudita, elevando os temores de uma expansão do conflito no Oriente Médio.
O avanço da commodity energética A referência global da commodity, o petróleo Brent, apresentou elevação de 0,4%, cotado a US$ 105,10 por barril. Paralelamente, a moeda americana teve leve ganho frente às principais divisas internacionais, enquanto o dólar australiano manteve-se estável. Nos Estados Unidos e no Japão, as negociações à vista dos Treasuries ficaram paralisadas devido a feriados locais.
Riscos geopolíticos e fornecimento global O principal aeroporto saudita voltou a ser atingido por ataques neste fim de semana, sucedendo uma ofensiva anterior que resultou em vítimas fatais e feridos. Essa escalada militar acende o alerta para possíveis interrupções no fluxo de energia e no comércio internacional, especialmente diante do apoio saudita a uma contraofensiva próxima ao estreito de Bab el-Mandeb, corredor crucial para a navegação entre a Ásia e o continente europeu.
Desafios e agenda econômica da semana Os desdobramentos geopolíticos coincidem com um período decisivo para a economia global, marcado pela divulgação de índices de inflação nos Estados Unidos e na Europa, além de pronunciamentos de dirigentes de bancos centrais.
“Em períodos mais tranquilos, manchetes geopolíticas costumam ter um impacto desproporcional nos mercados”, escreveu Nick Twidale, estrategista-chefe da AT Global Markets, em Sydney, em relatório a clientes.
Impacto nos juros e nas bolsas Participantes do mercado acompanham atentamente os novos dados de inflação ao consumidor americano e o posicionamento de autoridades monetárias sobre a trajetória dos juros. Uma leitura inflacionária acima das projeções pode intensificar a pressão sobre o Federal Reserve e penalizar títulos públicos.
Apesar da volatilidade, as ações têm demonstrado resiliência, com o índice S&P 500 sustentando patamares próximos a suas máximas históricas, impulsionado pelas expectativas em torno da temporada de resultados corporativos.
Fortalecimento da moeda norte-americana O cenário de incerteza geopolítica e os custos elevados da energia também impulsionaram a moeda americana, que engata sua maior sequência semanal de ganhos desde o início de 2025. A busca por proteção e a solidez da economia dos EUA em relação a outras regiões dão sustentação ao ativo.
“O argumento para uma ruptura do dólar em relação à faixa em que negocia há 15 meses está se tornando cada vez mais convincente”, escreveram estrategistas do Barclays liderados por Themistoklis Fiotakis. “O desempenho superior da economia americana, o espaço limitado para queda dos rendimentos e as vulnerabilidades fiscais e energéticas da Europa apontam para novas altas. No entanto, o posicionamento já muito comprado pode interromper essa valorização no curto prazo.”








