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Moro, Ratinho Junior e Pimentel elogiam resgate de reféns em Curitiba

Autoridades paranaenses celebram a ação do BOPE após 13 crianças serem mantidas reféns e salvas sem ferimentos graves em creche municipal.

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Moro, Ratinho Junior e Pimentel parabenizam BOPE após resgate de crianças reféns em creche de Curitiba; entenda como tudo aconteceu

O resgate de 13 crianças mantidas reféns em uma creche municipal na capital paranaense gerou forte repercussão entre líderes políticos nesta sexta-feira (9), resultando em manifestações públicas de apoio ao trabalho das forças de segurança estaduais e municipais.

Repercussão política e apoio às vítimas

O governador Ratinho Junior, o governador eleito Sergio Moro e o prefeito Eduardo Pimentel utilizaram as redes sociais e pronunciamentos oficiais para enaltecer a conduta da Polícia Militar do Paraná e do BOPE durante a crise no bairro São Braz.

“Parabéns à Polícia do Paraná que resgatou crianças que eram mantidas reféns por um criminoso em uma creche em Curitiba. O sequestrador foi morto no resgate. Detalhes da ação policial ou da motivação do criminoso ainda são conhecidos. Nada importa mais do que a proteção das crianças. Viva a Polícia.”, diz o governador eleito sergio moro

As autoridades enfatizaram que o principal objetivo da operação foi a preservação da vida dos alunos e professores, prometendo suporte psicológico integral para todos os envolvidos no episódio traumático.

“Quero parabenizar o comando e toda a equipe do BOPE por resolverem rapidamente o caso no CMEI São Braz, em Curitiba, em que um bandido deixou 13 pessoas, inclusive crianças, reféns. Nossos policiais agiram com cuidado pra preservar a vida das crianças e evitar uma tragédia. Elas, os pais, professores e todos os que passaram por essa situação traumatizante terão todo o atendimento necessário do Estado.”

O prefeito curitibano reforçou o alívio pelo desfecho positivo e agradeceu o empenho coletivo das equipes de resgate e segurança pública.

“As 13 crianças do CMEI São Braz estão vivas e em segurança! Depois de momentos de muita tensão e angústia, essa é a notícia que todos nós esperávamos. Agradeço a Deus por essas vidas preservadas e às forças de segurança pela atuação decisiva. Seguiremos ao lado das crianças, das famílias e dos profissionais, oferecendo todo o acolhimento necessário.”, disse o prefeito de Curitiba Eduardo Pimentel

Dinâmica da invasão e negociação

A ocorrência teve início no período vespertino, nas vésperas das comemorações do Dia das Crianças, quando o suspeito invadiu o CMEI São Braz pulando a cerca do estabelecimento após deixar sua bicicleta do lado de fora.

Munido de uma faca, material inflamável e um simulacro de arma de fogo, o indivíduo passou a ameaçar os menores presentes, acionando imediatamente os protocolos de resposta rápida da PMPR por meio do telefone 190.

Equipes do 12º Batalhão isolaram o perímetro e iniciaram tratativas por meio de negociadores especializados, enquanto educadores retiravam parte dos alunos da zona de perigo para mitigar danos à comunidade escolar.

Intervenção tática e desfecho

Após cerca de três horas de tratativas infrutíferas, o comportamento do agressor escalou para atos de violência física contra os reféns, motivando a entrada tática imediata dos operadores especiais para evitar um desfecho fatal.

“Quando percebemos que as crianças começaram a ficar em um nível de estresse mais elevado e que ele passou a agredi-las, optamos pelo adentramento tático para evitar um mal maior”, afirmou o coronel Alexandre Lopes Dias

Durante a ação, o homem tentou investir contra uma das crianças e acabou baleado, vindo a óbito no local. O simulacro de arma de fogo e os artefatos perigosos foram apreendidos pelas autoridades competentes.

Cinco crianças foram encaminhadas preventivamente a Unidades de Pronto Atendimento devido a ferimentos leves ou por precaução médica, enquanto as demais receberam suporte imediato de órgãos integrados como o Samu e o Corpo de Bombeiros.

Até o momento, as motivações exatas do atentado permanecem sob investigação da Polícia Civil, embora relatos preliminares sugiram possíveis transtornos psiquiátricos do agressor.

“Não posso afirmar realmente o que ele passava ou qual era a intenção dele, o motivo pelo qual ele estava fazendo aquele atentado”, declarou o coronel.

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