O cantor Lance Bass surpreendeu o público ao abrir o jogo sobre os verdadeiros ganhos financeiros da boyband *NSYNC durante o auge do sucesso nos anos 1990. Apesar de lotarem arenas e liderarem as paradas musicais globais, o retorno financeiro para os integrantes ficava muito abaixo das expectativas criadas pela enorme popularidade do grupo pop.
Salários baixos e cachês limitados no início
Durante sua participação no programa “Cocktail Wars”, o artista explicou que os pagamentos eram extremamente baixos, principalmente na fase inicial na Europa, antes da consagração no mercado norte-americano.
“Nós tínhamos uma diária: US$ 35 por dia. Nosso primeiro cheque foi de US$ 10 mil, depois de anos com álbuns em primeiro lugar e turnês com ingressos esgotados. Não sei quantos milhões eles ganharam com produtos licenciados, porque as vendas eram absurdas”, contou Bass.
O músico também detalhou a sensação ao receber o primeiro montante expressivo após anos de trabalho intenso. “E então, finalmente, nos deram um cheque de US$ 10 mil. Você pensa: ‘Ah, obrigado’. Deveríamos ser gratos por isso, já que estávamos trabalhando de graça havia dois ou três anos”, admitiu.
Royalties baixos e o mito da fortuna
Ao lado de JC Chasez, Joey Fatone, Chris Kirkpatrick e Justin Timberlake, o cantor revelou que os ganhos com direitos autorais nunca foram expressivos. Ele destacou que o público costuma fantasiar sobre a sua conta bancária por causa do passado na banda.
“Você recebe royalties, com certeza, mas não é muito. É muito estranho como as pessoas acham que sou podre de rico por causa do NSYNC. Não sou. De jeito nenhum. Tive sucesso depois do NSYNC e tenho muito orgulho de tudo o que fiz após o grupo, mas praticamente não ganhei dinheiro com o *NSYNC”, pontuou.
Conflitos com a gestão e o fim do grupo
Formado em 1995, o grupo entrou em hiato indefinido em 2002, sem retomar as atividades de forma contínua como fizeram os rivais Backstreet Boys. Segundo Bass, a gravadora e o ex-empresário Lou Pearlman — condenado em 2008 a 25 anos de prisão por crimes financeiros e falido em 2016 — lucraram de forma desproporcional com a marca.
O artista admitiu ter guardado forte ressentimento pela falta de proteção dos adultos responsáveis pela gestão na época. “Eu estava com raiva dos adultos que estavam na sala. Os adultos que diziam: ‘Você é só uma criança, está tudo bem. Dance, caia de joelhos. Você é jovem, não precisa dormir, é uma criança’. Mas quem se importa se você é jovem?”, questionou.
“Você ainda precisa ganhar a vida e se preparar para o futuro, porque, na maioria desses casos, existe um período limitado em que você consegue fazer algo assim. E ninguém nos preparou para a vida depois disso. Tivemos que fazer tudo sozinhos quando acabou”, refletiu.
Por fim, o intérprete de “Bye Bye Bye” comentou sobre o preconceito enfrentado após o término e o desejo de ter mantido a parceria musical viva. “Ter continuado com aqueles caras teria sido incrível. Mas não estava nos planos que continuássemos como grupo”, declarou.







