O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acionou a Justiça por meio da Advocacia-Geral da União (AGU) para exigir direito de resposta após a publicação de uma reportagem inverídica divulgada na última sexta-feira (9).
Negativa oficial da corporação
A contestação jurídica ganhou força após a própria corporação policial emitir um comunicado oficial desmentindo o conteúdo veiculado, que tentava associar o governo a um suposto financiamento de campanha.
“A Polícia Federal esclarece, em relação à reportagem intitulada ‘Vorcaro conta que liberou dinheiro para filme sobre Lula por negócios no governo’, publicada pela revista Veja, nesta sexta-feira (9/10), que Daniel Vorcaro não prestou depoimento com o teor relatado na matéria, tampouco entregou à instituição anexos, documentos ou informações com o conteúdo ali descrito”, afirmou a corporação, em nota.
Posicionamento da defesa
A notificação extrajudicial apresentada ressalta que as acusações carecem de provas e reúnem manifestações contrárias emitidas por diferentes órgãos oficiais do Estado brasileiro.
O advogado Daniel Bialski, representante legal de Daniel Vorcaro, também se manifestou sobre o caso à Agência Brasil, negando veementemente qualquer repasse financeiro com essa finalidade.
Suspeita de fraude em áudio
Diante da divulgação de uma gravação polêmica a poucos dias do segundo turno das eleições, juristas do grupo Prerrogativas acionaram a Polícia Federal solicitando uma perícia técnica minuciosa.
“Há suspeitas de que a gravação tenha sido adulterada, mediante montagem de trechos ou uso de inteligência artificial, com a finalidade de interferir no segundo turno das eleições presidenciais”, afirmou o grupo, em nota.
O documento protocolado aponta que o material carece de informações essenciais, como data e local de captação, levantando suspeitas graves de crime eleitoral e desinformação deliberada.







