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mirassol busca ser visitante indigesto na reta final do brasileirão

técnico rafael guanaes avalia evolução da equipe e comenta saída de paulinho para o cruzeiro antes de enfrentar o bragantino.

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Guanaes quer Mirassol como visitante indigesto na reta final do Brasileirão

O Mirassol se prepara para enfrentar o Bragantino nesta quarta-feira, às 19h, em Bragança Paulista, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. Ocupando a 15ª colocação com 32 pontos, a equipe busca consolidar a evolução coletiva e individual obtida durante o período sem jogos.

Retomada e evolução nos treinamentos

O técnico Rafael Guanaes destacou o aproveitamento do tempo livre para ajustar a equipe e recuperar atletas, ressaltando que o grupo retorna mais equilibrado para a sequência do torneio.

— Mais uma vez, aproveitamos muito bem o período sem jogos. Fizemos um jogo amistoso, mas basicamente conseguimos concentrar muito na evolução da equipe. Não só pensando naquilo que seriam os dois próximos jogos, especialmente, mas na nossa retomada e numa penúltima parada. Tem mais uma parada de Data Fifa, então aproveitamos bem esse momento.

— A percepção que eu tenho é que aproveitamos muito bem, coletivamente e individualmente também, tendo novidades que já vêm até desses últimos jogos, de jogadores que estão iniciando, jogadores que estão entrando. Acredito que, no contexto geral, a equipe se encontra equilibrada, com uma melhor assimilação das ideias de jogo e no melhor momento pensando no nível individual da equipe.

Desafios longe de casa

Com dois confrontos consecutivos como visitante, contra Bragantino e Bahia, o comandante enfatizou a necessidade de transformar o bom desempenho dos treinos em resultados práticos no campeonato.

— Vários jogadores estão conseguindo elevar o nível de desempenho, pelo menos de forma subjetiva, naquilo que temos como percepção, e isso obviamente transborda para que o coletivo também consiga ter evolução. Agora precisamos validar isso. Não adianta só o treinamento, precisamos validar isso.

— Temos dois jogos dificílimos, não só pela qualidade dos adversários, mas também pelo motivo de se jogar fora de casa. Agora é hora de realmente validar. Primeiramente, estou falando de desempenho e depois conseguir, obviamente, pensar nos resultados. Estou muito satisfeito com o engajamento, com o nível de esforço empregado, o quanto de carga conseguimos construir e com o quanto, animicamente, a equipe se encontra coesa, na mesma direção.

Saída de Paulinho para o cruzeiro

A preparação também foi marcada pela saída do gestor Paulinho, que deixou o clube após um ano e dez meses para assumir o cargo de coordenador técnico do Cruzeiro. Guanaes celebrou a oportunidade recebida pelo profissional.

— A saída do Paulinho traz muita alegria para nós, de uma forma, e obviamente vamos sentir falta do profissional e da pessoa. Mas, ao mesmo tempo, ficamos muito felizes porque é resultado de um trabalho de todos. Todos aqueles que se beneficiam do trabalho, dos processos principalmente. O Paulinho está muito relacionado aos processos, ao respaldo, ao ambiente.

— Para nós, foi um privilégio, uma honra ter participado desse primeiro trabalho dele como gestor, primeiro trabalho fora do campo. Conseguiu compartilhar e nos ajudar muito com suas experiências e conhecimento. Esse é o lado que nos deixa felizes. Tenho certeza de que todos aqui, de alguma forma, comemoraram. Tem uma passagem bíblica que fala para sorrir com os que sorriem e chorar com os que choram.

— O nosso nível de parceria é esse e obviamente é um ser humano que fará falta, porque ele é um amigo do dia a dia, uma pessoa equilibrada e que conseguiu contribuir com todos. Mas nossa relação vai se arrastar, independentemente do lugar onde estivejamos. Se algum dia tivermos a oportunidade de trabalhar juntos de novo, ótimo. Mas, se não, nossa amizade vai perdurar, porque foi construída com raízes sólidas.

Análise do adversário

Ao projetar o duelo contra o Massa Bruta, o treinador elogiou a intensidade e a organização da equipe comandada por Vágner Mancini, apontando o rival como um dos adversários mais complexos do país.

— O Red Bull já é a quinta vez que vamos jogar contra eles. É um dos adversários mais duros do Brasil. As ideias já estão muito bem implementadas na instituição. Cada treinador que passa ali consegue trazer sua contribuição, mas já é um time que tem suas particularidades em relação à forma de jogar e às características do elenco.

— É um time muito jovem, muito intenso. É o time mais intenso da América do Sul pensando em métricas de intensidade, em distâncias em alta intensidade, distâncias de sprint, quantidade de sprints. É um time muito intenso, muito vertical, muito rápido, muito forte fisicamente, com muitos valores individuais.

— É um time que particularmente gosto muito, respeito muito, e nós já tivemos grandes jogos com eles. O que me deixa muito motivado é que já fizemos grandes jogos. Por mais difícil que seja, é um momento em que acredito que conseguimos ser muito competitivos. A expectativa é fazer mais um grande jogo contra eles.

— Das duas agremiações, acredito que seja um jogo que deva ser decidido no detalhe, mas muito parelho. Também acredito que eles respeitam o Mirassol, respeitam aquilo que já houve de embate, já houve de jogo. Então existe muito respeito de ambas as partes, respeito ao Mancini, à instituição, aos jogadores, e tenho certeza de que é recíproco.

O fiel da balança na reta final

Com quatro partidas como mandante e seis como visitante até o encerramento da competição, o comandante reforçou a meta de manter o bom desempenho em casa e melhorar o aproveitamento longe de seus domínios para evitar riscos na tabela.

— A expectativa é que possa acontecer um grande jogo, um jogo muito difícil. Mas um grande jogo. É o momento de validar esse período. Minha expectativa é que consigamos validar esse ótimo período pós-parada, conseguindo performar bem. E, performando bem, acredito que temos chance de sair de lá com um bom resultado.

— Esse talvez seja o fiel da balança: continuar sendo um mandante forte e impositivo e, ao mesmo tempo, temos que ser um visitante indigesto. Por isso falo muito sempre do jogar bem. Muda muito aqui no Brasil a partir dos gols e do local dos jogos. Para o Flamengo não muda, mas para a maior parte dos times muda quando se joga dentro e fora de casa.

— Quero que cheguemos nesse nível de conseguir performar fora de casa como performamos dentro de casa, como foi o jogo contra o Coritiba. Jogamos muito bem e saímos de lá vitoriosos com méritos. Essa é a expectativa. Por isso o foco é sempre a ideia de jogo, em aspectos táticos e estratégicos, para conseguir colocar em prática aquilo que temos trabalhado e planejado.

— Também temos os fatores decisivos, os fatores individuais, o brilhantismo de cada jogador dentro de um contexto individual, uma bola parada, uma jogada individual. Em jogos de níveis muito parecidos, esses detalhes são fundamentais. É muito importante que possamos somar pontos. Nesses jogos fora de casa agora temos dois em sequência, voltamos para casa para mais dois, depois mais dois fora. Então não podemos ficar a zero fora de casa. Temos que jogar bem, performar bem e buscar bons resultados. Minha expectativa é essa: a partir da performance, os resultados.

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