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Coligação de Paes aciona TSE para validar votos de Anthony Garotinho

Julgamento na Corte Eleitoral está marcado para esta quinta-feira e pode definir o futuro do governo fluminense

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Grupo de Paes pede que TSE negue pedido de Garotinho sobre eleição

A aliança partidária encabeçada por Eduardo Paes apresentou uma petição ao Tribunal Superior Eleitoral nesta terça-feira (6.out.2026) para exigir que os 274.411 votos obtidos por Anthony Garotinho sejam contabilizados como válidos no pleito fluminense.

Entrave jurídico e o impacto nas urnas

O documento foi protocolado junto ao gabinete do ministro Floriano de Azevedo Marques, relator do processo. A defesa da chapa argumenta que o ex-governador não tem o direito de retirar o recurso contra o indeferimento de sua candidatura após tomar conhecimento do desfecho da votação.

A movimentação jurídica ocorreu logo após a Procuradoria Geral Eleitoral emitir um parecer favorável à desistência do recurso apresentada pelo político do Republicanos. O plenário do TSE agendou para a próxima quinta-feira (8.out.2026), às 10h, a sessão que definirá se a desistência será homologada.

Histórico do registro e reviravolta

Em setembro, o TRE-RJ negou o registro da candidatura de Garotinho em decorrência da suspensão de seus direitos políticos. Com isso, os sufrágios depositados nas urnas ficaram sob o status de anulados sub judice, embora o nome dele tenha permanecido disponível para os eleitores em 4 de outubro.

O cenário mudou na segunda-feira (5.out), quando o ex-chefe do Executivo estadual desistiu da ação. Caso a Corte valide essa desistência, os votos serão descartados, o que elevará Douglas Ruas (PL) a mais de 50% dos votos válidos, definindo a disputa para governador do Rio de Janeiro logo no primeiro turno.

A coligação de Paes sustenta que houve uma articulação para bloquear a realização de uma nova etapa eleitoral. Anteriormente, o candidato do PSD já havia declarado publicamente que os adversários teriam tramado essa manobra para evitar o segundo turno.

Em entrevista concedida à CNN Brasil, o ex-governador rebateu as cobranças e afirmou que o adversário precisa assumir a responsabilidade pelas regras que ajudou a pautar na Justiça Eleitoral. “Está acontecendo agora a coisa mais hilária da história. Quando eu podia esperar que o Eduardo Paes viraria meu advogado de defesa? Ele agora está dizendo ‘não, os votos do Garotinho não podem ser anulados’, mas quem disse que tinham que ser anulados era ele […] arque com a consequência do que a justiça fez por vocês”, declarou Garotinho.

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