Acionistas do Méliuz (CASH3) aprovaram nesta segunda-feira, em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), uma redução de capital social no valor de R$ 160 milhões, acompanhada por reformulações nos programas de remuneração da empresa baseados em ações.
Reestruturação do capital social
A companhia justificou a manobra afirmando que considera o patamar atual excessivo para as operações. Com a efetivação da mudança, o montante total da empresa encolherá de R$ 519,98 milhões para R$ 359,98 milhões.
Apesar da expressiva diminuição financeira, a quantidade de papéis no mercado continuará exatamente a mesma, somando 104,38 milhões de ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal.
Destinação dos recursos e prazos
Diferente de outros processos corporativos semelhantes, o movimento não resultará em distribuição de dinheiro aos acionistas e tampouco envolverá o cancelamento de ações. Todo o valor subtraído será revertido para a criação de uma reserva de capital equivalente.
A instituição ressaltou que a operação somente se tornará efetiva 60 dias após a publicação da ata da AGE, conforme previsto no artigo 174 da Lei das Sociedades por Ações. A decisão concretiza a proposta apresentada ao mercado em fato relevante no dia 4 de setembro.
Novas regras de remuneração
Além da reestruturação financeira, a assembleia validou o Segundo Plano de Opção de Compra de Ações da companhia, que substitui oficialmente a versão anterior criada em setembro de 2020 e agora extinta.
Também foram sancionadas modificações no Plano de Outorga de Ações Restritas, que vigora desde dezembro de 2021. Ambas as iniciativas integram a estratégia corporativa voltada para a bonificação de executivos e outros colaboradores elegíveis, com documentos detalhados disponíveis nos canais oficiais de relações com investidores, na B3 e na CVM.








