As eleições 2026 definiram a nova bancada de 30 deputados federais que representarão o Paraná na Câmara a partir de 2027. O pleito registrou uma renovação de 50%, com 15 parlamentares conquistando um novo mandato consecutivos, superando o índice de 2022, quando 11 estreantes chegaram a Brasília.
Recorde histórico e desempenho dos partidos
O grande destaque do pleito foi o novato Jeffrey Chiquini (Novo), que alcançou a marca de 425.399 votos, tornando-se o deputado federal mais votado da história do estado. Na sequência, Guilherme Kilter (Novo) e o reeleito Sargento Fahur (PL) também se destacaram com votações expressivas acima de 240 mil sufrágios.
No cenário partidário, o PL, legenda do governador eleito Sergio Moro, e o PT, do presidente Lula, dividem a liderança com 5 cadeiras cada. A maior surpresa veio do partido Novo, que saltou de zero para quatro representantes na bancada paranaense.
Mudanças e parlamentares que ficam de fora
A disputa também foi marcada por tentativas de mudança de cargo entre os atuais ocupantes de cadeiras federais. Dos 24 que tentaram a reeleição, metade obteve sucesso, enquanto outros quatro buscaram novos postos eletivos, com apenas um êxito.
Entre os que deixam a Câmara dos Deputados ao fim da legislatura estão figuras conhecidas que tentaram voos mais altos ou não obtiveram votos suficientes nas urnas. Nove parlamentares não conseguiram a recondução, incluindo nomes como Beto Richa (PSDB), Diego Garcia (UNIAO), Dilceu Sperafico (PP), Luciano Ducci (PSB), Luiz Nishimori (PSD), Luisa Canziani (União), Santin Roveda (União), Tadeu Veneri (PT) e Welter (PT).
A nova configuração da representação paranaense em Brasília reflete o rearranjo das forças políticas estaduais, mesclando nomes tradicionais que mantiveram suas bases eleitorais com uma forte onda de novos representantes que assumem as cadeiras no próximo ano.








