A renomada artista da música country Miranda Lambert expande seus horizontes artísticos ao lançar o projeto Crisco, combinando sonoridades dos anos 70 com a estética vibrante da disco music. Em um momento de forte aclamamento profissional, ela busca a diversão e a inovação sem abandonar suas raízes.
A paixão pela cultura drag e o estilo dos anos 70 Conhecida por sua trajetória de grandes sucessos, a cantora define seu parâmetro de triunfo de maneira bem-humorada com as apresentações de drag queens.
“Se alguém se veste como você e te cobre em um show de drag, para mim, você venceu na vida”, diz Lambert, acomodando-se em um sofá nos escritórios da Rolling Stone, vestindo jeans, uma jaqueta de camurça marrom e, para que ninguém se esqueça de onde ela é, um anel turquesa em formato do Texas, grande o suficiente para servir como arma.
O anúncio do novo trabalho ocorreu em Nashville por meio de um evento temático.
“Não sei se existe lugar mais alegre na Terra do que um brunch com drag queens”, ela sugere. “É tipo, mimosas e pessoas sendo elas mesmas, sem restrições. Senti que isso definiria o tom deste álbum.”
Inspirado por arranjos exuberantes e texturas sonoras marcantes, o disco reflete o desejo de ousar após anos de consolidação no gênero.
“Senti que agora, mais do que nunca, o que tenho a perder?”, diz ela.
Expansão empresarial e mentoria para novas artistas Aos 42 anos, a estrela atua como produtora, dona de gravadora e empresária da moda. Ela colaborou recentemente com Ella Langley na criação do álbum Dandelion e participou da coautoria da faixa de grande destaque nas paradas globais. Além disso, a musicista acumula indicações importantes em premiações do setor.
O foco atual também está em fortalecer a união entre mulheres na indústria musical, atuando como mentora e incentivadora de novos talentos, rompendo com a lógica de competição em um mercado desafiador.
“Precisamos fazer isso juntas”, diz ela. “Não precisamos ser melhores amigas o tempo todo. Não precisamos ser uma irmandade o tempo todo, mas acho muito importante nos apoiarmos umas às outras quando precisarmos, e nos ajudarmos mutuamente, porque sabemos o que é preciso para fazer isso. E não é fácil.”
Para Langley, a parceria trouxe confiança e respaldo artístico.
“Trabalhar com a Miranda foi especial porque ela é alguém que eu admiro muito antes de imaginar que um dia gravaria um disco com ela”, disse Langley à Rolling Stone. “Além disso, ela é muito generosa e honesta, e isso transparece em seu trabalho. Ele me deu a confiança necessária para seguir meus instintos.”
Lambert avalia que sua trajetória contribuiu para abrir portas e facilitar o caminho para a nova geração.
“Espero que alguns dos caminhos que consegui abrir sejam a razão pela qual algumas dessas conquistas estão acontecendo”, diz Lambert. “Porque foi um trabalho árduo, e eu nunca escolhi o caminho mais fácil. Segui o caminho autêntico, e parece que as portas que estavam abertas permaneceram abertas e as pessoas estão abrindo caminho por elas.”
Novos sons e referências icônicas O repertório inédito passeia pelo pop enérgico, duetos marcantes e baladas tradicionais inspiradas em lendas do gênero. O processo criativo reforça a autenticidade e a versatilidade da cantora, que transita entre diferentes estilos e estéticas sem perder sua identidade texana.
Sua relação com grandes ícones da música, como Dolly Parton, reflete-se tanto no visual quanto na dedicação à arte, servindo de inspiração constante para suas produções.
“Eu estaria sem [Parton]? Pravalavelmente não”, diz Lambert.
Conclusão e autenticidade Entre bastidores caóticos de eventos, anedotas divertidas envolvendo seu marido Brendan McLoughlin e a defesa bem-humorada de suas tradições, Lambert segue firme em suas convicções, celebrando a própria essência sem se prender a rótulos rígidos da indústria.
“Quer dizer, precisamos de spray de cabelo”, ela proclama, segurando uma garrafa de vodka Tito’s depois de termos ido para o centro da cidade para a festa. “Eu sou do Texas!”








