O índice Nasdaq alcançou uma nova máxima histórica em Wall Street, impulsionado pelo avanço das gigantes da tecnologia e pela queda nos preços do petróleo. O índice Nasdaq registrou um fechamento recorde nesta segunda-feira, alcançando 27.477,31 pontos com uma alta de 1,05%. O movimento foi impulsionado pelo desempenho positivo de gigantes tecnológicas como a Nvidia e a Microsoft, enquanto os investidores monitoravam a retração nos preços do petróleo e aguardavam a divulgação dos balanços trimestrais das principais companhias.
Avanço das techs e cenário de juros
Este foi o segundo dia consecutivo de ganhos expressivos para o Nasdaq. A reação positiva ocorreu após a divulgação de dados de emprego nos Estados Unidos na última sexta-feira, que vieram abaixo das expectativas e ajudaram a atenuar as projeções de um novo aumento na taxa de juros pelo Federal Reserve na próxima reunião de política monetária. A ferramenta FedWatch da CME apontou que a probabilidade de uma alta de juros em outubro caiu para 24%, ante os 70% registrados na semana anterior. Como resultado direto desse cenário, o S&P 500 subiu 0,66% e fechou em 7.773,95 pontos, ficando muito próximo de sua máxima histórica de agosto. Já o Dow Jones Industrial Average avançou 0,18%, encerrando o pregão aos 51.267,90 pontos.
Desempenho das principais ações e energia
Entre os destaques do pregão, a Nvidia subiu 2,1% e também alcançou uma cotação recorde de fechamento, elevando seu valor de mercado para impressionantes US$ 5,76 trilhões. A Microsoft teve valorização de 1,5%, enquanto os papéis da Meta e da Tesla registraram ganhos de cerca de 2% cada. Dez dos 11 índices setoriais do S&P 500 fecharam no azul, liderados pelo setor de materiais, que saltou 1,22%. Paralelamente, os preços do petróleo recuaram no mercado internacional, influenciados pelo aumento das exportações de óleo bruto do Oriente Médio e pela promessa dos países do G7 de ampliarem a oferta global do produto. Sobre esse comportamento do mercado, Art Hogan, estrategista-chefe de mercado da B. Riley Wealth, declarou: “Com o calendário de dados econômicos fraco e os resultados financeiros a cerca de uma semana de distância, os investidores estão realmente à procura de qualquer coisa positiva em que se agarrar e, claramente, estão de olho nos preços mais baixos da energia”.
Expectativa para resultados e grandes negócios
A próxima semana marcará o início oficial da temporada de balanços do terceiro trimestre com os relatórios financeiros dos principais bancos norte-americanos. Analistas consultados projetam que os lucros agregados das empresas do S&P 500 apresentem um salto superior a 30% na comparação anual, sustentados majoritariamente pelo avanço de companhias ligadas à inteligência artificial. O mercado de capitais também foi movimentado por grandes aquisições corporativas. A PTC disparou 33% após a francesa Schneider Electric anunciar a compra da desenvolvedora de software em uma transação inteiramente em dinheiro avaliada em US$ 22,6 bilhões. Outro destaque foi a RXO, cujas ações saltaram mais de 22% com a proposta da C.H. Robinson Worldwide para adquirir a corretora de transportes por US$ 5,8 bilhões — movimento que fez os papéis da C.H. Robinson caírem quase 11%. Por fim, a Cerebras Systems subiu 9% após manifestação pública de Sam Altman. O presidente-executivo da OpenAI afirmou nas redes sociais que a projetista de chips é uma “parceira próxima” e que as empresas têm um “profundo compromisso em expandir as fronteiras da velocidade”.








