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Ações de varejo e consumo disparam na bolsa após primeiro turno

Papéis de empresas sensíveis a juros registraram altas superiores a 20% com o avanço de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.

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“Flávio Day”: Localiza, Magalu e Vamos fecham com alta de mais de 20% após 1º turno

Impacto político nos mercados financeiros

O mercado financeiro brasileiro registrou uma sessão de forte euforia nesta segunda-feira (5), impulsionada pelo resultado do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) superou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida pelo Palácio do Planalto, alcançando 47,03% dos votos contra 45,16% do atual mandatário. A disputa será decidida em segundo turno no dia 25 de outubro.

A reação imediata dos investidores provocou um corte expressivo nas taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI), especialmente nos vértices mais longos da curva, que recuaram próximos de 100 pontos-base. O movimento reflete a percepção de que Flávio Bolsonaro adota uma postura mais voltada ao ajuste fiscal, reduzindo prêmios de risco que pesavam sobre os ativos locais.

Desempenho dos papéis sensíveis a juros

Com a queda na curva de juros futuros, companhias ligadas ao consumo e ao varejo lideraram os ganhos na bolsa. Ações de empresas como Magazine Luiza, Cosan, Localiza e Vamos saltaram mais de 20% na sessão. Outros nomes de peso, incluindo Assaí, Lojas Renner, Smart Fit, MRV, Cyrela, Hapvida e Azzas, registraram valorizações superiores a 10%.

O alívio nas taxas também alimenta expectativas de que o Banco Central possa rever o ritmo de cortes na taxa básica Selic, atualmente em 13,75% ao ano. Analistas apontam que um cenário fiscal mais rigoroso pode abrir espaço para reduções adicionais na taxa monetária já nas próximas reuniões da autoridade monetária.

Movimentações do setor imobiliário e bancário

Ainda no contexto pós-eleitoral, o JPMorgan promoveu mudanças em suas recomendações no setor de incorporadoras, elevando os papéis da Cyrela e da Eztec para a categoria overweight, equivalente a compra. A instituição financeira destacou o potencial de valorização dessas empresas diante da perspectiva de queda nos juros de longo prazo e da redução do prêmio de risco macroeconômico.

Para a Cyrela, o banco estabeleceu preço-alvo de R$ 34,50 para o fim de 2027, destacando a diversificação da companhia e participações em marcas como Lavvi, Plano&Plano e Cury. No caso da Eztec, o preço-alvo foi fixado em R$ 19, refletindo múltiplos atrativos frente ao potencial de reprecificação caso o cenário macroeconômico mantenha a trajetória de otimismo até o pleito decisivo.

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