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Tom Morello analisa política, novo disco e legado do Rage

Guitarrista fala sobre seu novo álbum solo, a influência do filho Roman e a urgência de combater o autoritarismo moderno.

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Tom Morello: ‘Se mata como o fascismo, irmãos e irmãs, é fascismo’

Aos 62 anos, o icônico guitarrista Tom Morello mantém uma rotina intensa que inclui turnês, projetos sociais e o lançamento de seu novo álbum solo, Everyone Gets Everything They Want. Em entrevista recente, o músico abordou desde a sua visão implacável contra o cenário político atual até as colaborações em família com seu filho Roman.

Novo álbum e influências familiares

O disco mais recente explora a faceta de cantor e compositor de Morello, trazendo elementos que vão do rap ao folk acústico e riffs pesados. Sobre o trabalho, o artista declarou: “Este é o disco que abraça a totalidade do que sou como artista e tudo o que sou capaz de fazer como guitarrista”.

Uma das grandes surpresas do projeto foi a participação de seu filho Roman, de 15 anos, que contribuiu com diversos riffs de guitarra. A influência familiar também se estende à memória de sua mãe, Mary Morello, falecida recentemente aos 102 anos e conhecida por seu ativismo histórico.

Política, fascismo e a democracia

Conhecido por suas posições políticas firmes, Morello não hesitou em criticar o momento político global e a ascensão de governos autoritários. Questionado sobre a presença de seu nome em uma suposta lista negra, o músico pontuou: “Seria uma honra estar em uma lista negra a esta altura, e acho que vivemos em uma época em que, se parece fascismo, fala como fascismo, age como fascismo, mente como fascismo, mata como fascismo, irmãos e irmãs, é fascismo, sabe?”

O guitarrista também comentou sobre a repercussão envolvendo outros artistas e a necessidade de manter o foco em questões humanitárias e sociais urgentes, como os conflitos globais e a crise ambiental, em vez de se perder em polêmicas superficiais.

O festival Power to the People

Criado às vésperas de momentos políticos decisivos, o festival Power to the People busca unir música e ativismo. Morello define o evento como um espaço essencial de resistência: “Não é propaganda nem hipérbole dizer que é um festival de paz, amor, justiça e música. Em uma época em que a guerra é celebrada, este é um festival de paz”.

O futuro do Rage Against the Machine e do Audioslave

Sobre a possibilidade de novos projetos com suas bandas históricas, Morello manteve a cautela em relação ao Rage Against the Machine, destacando que a banda realizou apenas um seleto número de apresentações nos últimos anos. No entanto, o músico celebrou o legado deixado pelo Audioslave e a importância de suas parcerias ao longo da carreira, incluindo a recente turnê ao lado de Bruce Springsteen.

O artista conclui refletindo sobre sua trajetória e a importância de continuar criando arte engajada: “A história não é algo que acontece; é algo que fazemos, e não existe absolutamente nenhuma neutralidade neste momento específico”.

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