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Governo dos eua destina verba contra o stf

Reportagem internacional detalha repasses milionários do congresso norte-americano para financiar grupos da sociedade civil brasileira

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EUA destinam US$ 1 milhão para campanha contra STF, diz jornal

O governo dos Estados Unidos destinou a quantia de US$ 1 milhão, o equivalente a cerca de R$ 5,1 milhões, para o financiamento de uma campanha voltada contra o Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi divulgada em reportagem publicada pelo jornal britânico The Guardian.

Investigação internacional e repasses Os recursos financeiros são alocados diretamente pelo Congresso norte-americano por meio do Fundo de Direitos Humanos e Democracia (HRDF). Até o momento, contudo, não há confirmação oficial se o montante já foi integralmente transferido ou se apenas passou pelo processo de empenho para os projetos internacionais determinados pela Casa Branca.

A publicação inglesa destacou trecho específico sobre a destinação: “Um aporte de US$ 1 milhão, intitulado Combate ao Lawfare e à Censura no Brasil, financiaria grupos da sociedade civil que se opõem ao que o projeto chama de excesso de atuação judicial e censura por parte da Suprema Corte do Brasil”.

Pressão diplomática e sanções O contexto de atritos envolve o histórico recente de sanções aplicadas ao ministro Alexandre de Moraes pelo governo de Donald Trump no ano passado, movimento que ocorreu “após pressão de Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente”. A escalada de tensionamento ganhou força durante o julgamento que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Outro ponto de atrito entre Washington e o tribunal brasileiro envolve as restrições aplicadas pelo Supremo a plataformas digitais estrangeiras, medidas adotadas para combater crimes cibernéticos. O governo norte-americano tem pressionado diversas nações contrariamente à regulação de bigtechs. Procurada para comentar a revelação da imprensa estrangeira, a assessoria de imprensa do STF não retornou aos contatos até o encerramento da apuração.

Agenda global de financiamentos A investigação jornalística baseou-se em documentos e fontes obtidos no Departamento de Estado dos EUA, pasta sob o comando do secretário Marco Rubio, detalhando um total de US$ 176,9 milhões (aproximadamente R$ 918 milhões) divididos em 43 iniciativas para expandir a agenda internacional da gestão Trump.

Sobre essa articulação global, os jornalistas Andrew Roth e Joseph Gedeon apontaram que “Houve pressão direta de membros do governo Trump por essas verbas, refletindo interesses que incluem os alertas de James David Vance (JD Vance) sobre o colapso dos valores ocidentais tradicionais na Europa e a campanha de Stephen Miller contra a imigração e em apoio a minorias brancas em países como a África do Sul”.

Outros países também foram alvos de aportes previstos, a exemplo do Reino Unido, onde US$ 5 milhões seriam direcionados a grupos contrários a legislações de segurança online. O Departamento de Estado norte-americano justificou que os projetos buscam apoiar “nossos aliados na defesa desses direitos e princípios, bem como de sua autoconfiança civilizacional e soberania, contra aqueles que buscam miná-los”.

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