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Homem viaja 443 km para comprar carro e vira refém no Paraná

Ação da Polícia Militar terminou com três prisões e a apreensão de quase 100 quilos de entorpecentes em Foz do Iguaçu.

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Homem viaja 443 km para comprar carro no Paraná e acaba em cárcere privado após se recusar a transportar droga

Um morador de Santa Catarina percorreu aproximadamente 443 quilômetros até Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, com o objetivo de adquirir um automóvel, mas terminou mantido em cárcere privado em uma residência após rejeitar uma oferta para realizar o transporte de entorpecentes, conforme informações divulgadas pela Polícia Militar (PM). Os municípios de origem da vítima e o destino final da carga ilícita foram omitidos pelas autoridades para preservar a segurança do envolvido.

Negociação frustrada e sequestro

De acordo com o depoimento prestado pela vítima aos agentes de segurança, o plano de compra do veículo mudou drasticamente assim que ele chegou ao endereço combinado. No local, os criminosos exigiram que ele levasse duas malas repletas de maconha de volta para território catarinense.

Diante da negativa do comprador em aceitar a empreitada criminosa, os suspeitos o impediram de sair do imóvel, iniciando o período em que ele permaneceu confinado contra a sua vontade.

Ação policial e resgate

A reviravolta ocorreu quando o homem conseguiu acionar a Polícia Militar por meio do telefone de emergência 190, repassando coordenadas precisas sobre o cativeiro. A operação de resgate foi deflagrada por volta das 23h30 de uma terça-feira.

Ao ingressarem na residência, os policiais encontraram três suspeitos — dois homens e uma mulher — na área da sala, enquanto a vítima estava trancada em um dos cômodos do dormitório.

Investigação em andamento

Durante as buscas realizadas nos demais cômodos da casa, as equipes policiais localizaram as duas malas mencionadas na proposta ilegal, totalizando cerca de 95 quilos de maconha.

O trio presente no local foi detido em flagrante e conduzido à delegacia local, junto com todo o material ilícito confiscado. O caso agora segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que dará continuidade às investigações para esclarecer os detalhes da ocorrência e o grau de envolvimento de cada um dos suspeitos detidos.

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