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Filme verity estreia nos cinemas dividido entre polêmicas e expectativas

Adaptação do best-seller de Colleen Hoover estrelada por Dakota Johnson e Anne Hathaway chega às telonas nesta quarta-feira.

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‘Verity’ poderia ser um bom thriller, mas se perde com narrativa conveniente e piadas de dar vergonha

As controvérsias ao redor de uma obra literária não diminuem o apetite do público pelas adaptações cinematográficas, a exemplo do sucesso estrondoso alcançado por “É Assim Que Acaba”. Seguindo essa mesma trilha, o longa baseado no best-seller da escritora Colleen Hoover chega às salas de cinema nesta quarta-feira, dia 30 de setembro.

Enredo e premissa da adaptação

A trama acompanha Lowen Ashleigh, interpretada por Dakota Johnson, uma autora enfrentando graves crises financeiras que aceita uma proposta irrecusável. O convite parte de Jeremy Crawford, vivido por Josh Hartnett, que oferece meio milhão de dólares para que ela atue como ghostwriter dos livros de sua esposa, Verity Crawford, papel de Anne Hathaway. Verity é uma renomada autora incapacitada de continuar escrevendo após sofrer um grave acidente.

Ao mergulhar nos manuscritos deixados por Verity, Lowen percebe que a imagem pública da autora esconde uma personalidade sombria. Os textos revelam uma mulher atormentada pela maternidade e consumida por um ciúme doentio em relação ao próprio marido.

O desafio do suspense psicológico

Embora a obra original oferecesse todos os elementos necessários para construir um thriller de alta qualidade, a transição para as telas tropeça em escolhas questionáveis. O roteiro se perde em momentos de forte apelo visual que remetem a produções como a série “The Boys”, misturando reviravoltas chocantes com diálogos e piadas que geram forte vergonha alheia na plateia.

Além disso, a evolução da protagonista sofre com falhas de ritmo. A insegurança inicial de Lowen se dissolve depressa demais, transformando-se em uma certeza repentina de que ela tem o direito de ocupar o lugar de Verity na rotina de Jeremy, evidenciando uma conveniência narrativa pouco trabalhada.

Desempenho do elenco e recepção

As atuações do trio principal tentam salvar as fragilidades do roteiro. Enquanto Dakota Johnson entrega uma performance contida, Josh Hartnett e Anne Hathaway conseguem sobressair. A atuação de Hathaway, em especial, confere à personagem um tom verdadeiramente inquietante nos poucos momentos em que ganha destaque.

No fim das contas, a adaptação peca ao entregar as pistas de forma óbvia demais, eliminando o fator dúvida que deveria sustentar o suspense. Para quem busca uma imersão mais profunda em dinâmicas familiares complexas e perturbadoras, obras como “A Filha Perdida”, disponível na Netflix, oferecem um tratamento de conflitos bem mais refinado do que o visto nesta nova produção cinematográfica.

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