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Kanu dá volta por cima e reconquista titularidade no Bahia

Zagueiro perdeu espaço no primeiro semestre, mas virou solução após saída de companheiro de equipe

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Kanu aproveita saída e vai da quarta opção ao time titular do Bahia

A trajetória do zagueiro Kanu no Bahia tem sido marcada por oscilações intensas ao longo de quatro temporadas, período em que o atleta exerceu a capitania, conquistou títulos e participou de campanhas marcantes, como a classificação para a Libertadores, mas também enfrentou períodos de baixa no banco de reservas, lesões e lutas contra o rebaixamento.

Retomada sob o comando de Rogério Ceni

O defensor finalizou a primeira metade do ano como a quarta alternativa para a zaga tricolor, ficando atrás de David Duarte, Gabriel Xavier e Ramos Mingo. No entanto, a reta final da temporada mudou este cenário, fazendo com que o camisa 4 fosse escalado como titular nas duas últimas rodadas e ganhasse nova confiança da comissão técnica para integrar o onze inicial.

Mesmo que atue em todos os confrontos restantes do ano, 2026 será o período com menor minutagem do atleta pelo clube baiano. Até o momento, foram apenas nove partidas disputadas, uma baixa influenciada por uma contusão em fevereiro, mas principalmente por escolhas técnicas, já que o jogador esteve disponível na maior parte do tempo.

Confira o histórico de partidas do zagueiro por temporada: • 2023: 50 jogos • 2024: 50 jogos • 2025: 21 jogos • 2026: nove jogos

Marca histórica à vista e versatilidade em campo

Com 130 partidas acumuladas pelo Bahia, o jogador de 29 anos está próximo de transformar a camisa tricolor na que mais vestiu em toda a sua carreira profissional. O recorde atual pertence ao Botafogo, clube pelo qual entrou em campo 138 vezes. Caso permaneça na equipe titular comandada por Rogério Ceni, o defensor poderá alcançar e superar essa marca ainda este ano, visto que o time ainda tem dez compromissos pela frente.

Embora tenha se destacado desde a sua chegada pelo perfil de liderança, foi a versatilidade tática que devolveu espaço ao atleta. A transferência de Ramos Mingo deixou o treinador sem alternativas de defensores canhotos no plantel, fazendo com que a comissão técnica enxergasse no camisa 4 a alternativa ideal para suprir a carência no setor, situação vista nos confrontos contra Remo e Athletico.

Com vínculo válido até dezembro de 2027, o zagueiro tem agora dez rodadas restantes para consolidar sua fase de ascensão e provar seu valor para o planejamento futuro do clube.

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