A data de 29 de setembro é marcada pela celebração do Dia dos Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs) em Paranaguá, conforme estabelecido pela Lei Municipal nº 4.046 de 2021. A comemoração destaca a importância desses profissionais para a economia local e para os recordes sucessivos na movimentação de cargas pelo litoral paranaense.
Café da manhã e inovações no treinamento
Para comemorar a data com o lema "TPA – A força que move o Porto", o Órgão Gestor de Mão de Obra de Paranaguá (OGMO) organizou um encontro na manhã de terça-feira (29). O evento reuniu líderes sindicais, exibiu vídeos institucionais e apresentou um protótipo tecnológico criado especificamente para simular a operação prática de guindastes de bordo sem interferir na rotina dos navios.
A diretora-executiva da instituição, Shana Bertol, ressaltou que a novidade otimiza a preparação da mão de obra. “Vai possibilitar que a gente possa treinar com mais eficácia e excelência na operação de guindaste de bordo”, explicou. Além disso, o programa Companheiros de Jornada atua como um sistema de tutoria onde profissionais experientes acompanham os recém-chegados para acelerar o aprendizado.
Evolução tecnológica e impacto econômico
Representantes de sindicatos locais apontam que a adaptação às novas tecnologias é indispensável para o futuro da profissão. O presidente do Sindestiva, João Fernando da Luz, destacou a necessidade de transição da força puramente braçal para a especialização técnica. “Nossos trabalhadores são a própria cidade, se mesclam com ela. São os que mantêm o nosso comércio, nossa prestação de serviços ativos, porque somos totalmente dependentes do nosso porto. Além de manter essa produtividade fantástica, gastam em Paranaguá e mantêm a nossa cidade viva”, analisou.
O secretário do Sindicato dos Conferentes, Accacio Fernandes, reforçou o compromisso da categoria com a melhoria contínua dos serviços prestados. “O nosso principal desafio é trabalhar cada vez melhor para suprir o serviço e melhorar”, afirmou. Já Eliel Teodoro dos Santos, presidente do Sindicato dos Arrumadores, lembrou a longevidade das entidades sindicais e a relevância histórica da atividade para o sustento de milhares de famílias na região.
Histórico de transformação na rotina portuária
Com 57 anos de atuação na área, o conferente Abílio Coelho Neto relembrou as mudanças estruturais desde 1969, período em que a carga geral predominava e exigia equipes de dezenas de profissionais. Para ele, os avanços na segurança representam a principal conquista das últimas décadas, reduzindo drasticamente a ocorrência de acidentes graves no cais.
Por fim, o estivador Paulo Roberto Ribeiro Cardoso enfatizou a parceria entre o OGMO e os sindicatos na formação profissional, mas apontou ameaças legislativas atuais. “Temos que lutar, pois existe uma PL (Projeto de Lei) na qual tentam acabar com a nossa área exclusiva, e esse é o principal desafio dos TPAs de todo o Brasil”, concluiu.








