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Pontal do Paraná expande hortas escolares para educação ambiental

Projeto pedagógico já atinge 20 unidades de ensino e transforma restos de alimentos em adubo orgânico por meio da compostagem.

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Hortas levam aprendizado sobre alimentação e meio ambiente em escolas de Pontal do Paraná

A cidade litorânea de Pontal do Paraná encontrou na agricultura urbana uma ferramenta de transformação na educação infantil. O cultivo de vegetais dentro das instituições de ensino funciona como um laboratório vivo, onde os alunos participam ativamente da rotina de plantio e compreendem a origem do que consomem diariamente.

Expansão e inclusão na rede municipal

O programa teve início em 2023, com a instalação da primeira estrutura na Escola Municipal Ernesto Tavares de Campos, localizada no Balneário Carmery. Desde o princípio, a iniciativa priorizou a acessibilidade, contando com canteiros adaptados para crianças cadeirantes e estimulando valores como autonomia, cooperação e convívio social.

De acordo com a secretária municipal de Educação, Cíntia Mendes, a ação ganhou fôlego a partir do ano passado e atingiu uma marca expressiva em 2026. A rede municipal conta atualmente com 23 unidades, somando escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), sendo que 20 delas já contam com espaços de cultivo próprios.

Nesses locais, o cronograma agrícola prioriza hortaliças, verduras e frutas variadas. “As nossas unidades estão em plena implantação das suas hortas escolares e espaços de jardinagem”, afirmou a secretária.

Além de fornecer ingredientes frescos, a atividade pedagógica busca conectar os estudantes ao ciclo da natureza. “As hortas são, principalmente, espaços pedagógicos, para que a criança tenha contato, acompanhe o crescimento das plantas e valorize uma alimentação mais saudável. Também trabalhamos o cuidado com o meio ambiente, a ideia principal é que a horta seja local de aprendizagem”, destacou Cíntia.

Ciclo sustentável com a compostagem

O projeto pedagógico caminha lado a lado com a gestão de resíduos sólidos. Nas cozinhas escolares, as merendeiras separam materiais orgânicos, como restos de comida, cascas de frutas e filtros de café, impedindo que esses detritos acabem no aterro público.

O método consiste em dispor os rejeitos em camadas alternadas com elementos secos, a exemplo de serragem e folhas, dentro de recipientes adequados ou direto no solo. O material recebe oxigênio por meio de revolvimentos periódicos e, com a ação de microrganismos, converte-se em adubo natural.

O insumo gerado retorna para as unidades que possuem plantio próprio, enquanto as demais escolas enviam o excedente para a usina de compostagem centralizada, batizada de “Horta Mãe”, situada no balneário Pontal do Sul.

Balanço e aproveitamento do adubo

Os registros da Administração Municipal apontam que, entre os meses de abril e agosto deste ano, um total de 5.375,9 quilos de matéria orgânica passou pelo processo de reaproveitamento. O fluxo mensal apresentou oscilações: 916,3 quilos em abril, 1.127,2 quilos em maio e 1.262,9 quilos em junho. Houve uma retração para 562 quilos em julho por causa do período de recesso escolar, seguida por uma alta expressiva em agosto, quando a coleta atingiu 1.507,5 quilos, o recorde do intervalo.

Todo o composto excedente não fica restrito apenas às escolas, encontrando utilidade em diferentes frentes da administração pública local. “Temos o trabalho que é feito nas unidades de saúde com algumas plantas medicinais, nas unidades de assistência social, onde há alguns trabalhos com os beneficiários de programas sociais. E também no paisagismo do município, nos canteiros centrais, no plantio de mudas nativas, é usado em várias situações”, concluiu Cíntia.

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