O cenário das apostas esportivas e dos cassinos online ganhou novos contornos políticos nesta sexta-feira (25), quando o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) classificou a possível edição de uma medida provisória pelo governo federal para restringir as bets como uma ação eleitoreira.
Críticas ao governo e a tese do desespero
Falando a jornalistas após marcar presença na formatura de praças da Polícia Militar fluminense, o político do PL não poupou o atual chefe do Executivo. A declaração ocorreu na mesma semana em que se discutem propostas severas contra a exploração de jogos, incluindo penas de reclusão para operadores e regras rígidas para publicidade que já deixam clubes da Série A em alerta sobre patrocínios.
Para o presidenciável, o movimento do Palácio do Planalto escancara o receio de derrota nas urnas e a tentativa de se distanciar de legislações anteriores. “Ele está desesperado. Não fez em quatro anos. Na véspera da eleição, ele quer tentar fingir que não foi ele quem aprovou e regulamentou o cassino online na mão dos brasileiros. O Lula é o pai do Tigrinho”, falou.
A diferenciação entre apostas esportivas e cassinos virtuais
Ao detalhar sua visão sobre o mercado regulado, o candidato reiterou o plano de banir os cassinos virtuais — categoria que engloba o conhecido jogo do tigrinho —, mas manteve a postura de tolerância em relação às tradicionais previsões esportivas de cota fixa.
“Tem que fazer essa distinção muito clara. Uma coisa é você permitir, como já permitiu no Brasil há décadas, que brasileiros, por livre e espontânea vontade, possam apostar nos jogos que são reais, no jogo de futebol. E mesmo assim, tem que ter questionamentos. Sou contra, mas é o que sempre tem vigor”, disse.
A sabatina improvisada e a fala oficial também contaram com a presença de aliados políticos de peso na região. Estiveram no evento Douglas Ruas, postulante ao governo estadual, além de Carlos Portinho e Carlos Jordy, nomes que disputam vagas no Senado, com a movimentação política acompanhada de perto por um fiscal da Justiça Eleitoral.








