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Bets ilegais superam plataformas reguladas no Brasil, aponta estudo

Levantamento revela proporção alarmante de sites sem autorização em funcionamento e alerta para riscos fiscais e de segurança

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Brasil tem 355 domínios de bets ilegais para cada autorizado, diz ANJL

O mercado brasileiro de apostas esportivas e jogos online enfrenta um desequilíbrio alarmante, com centenas de endereços eletrônicos irregulares operando para cada empresa devidamente licenciada pelo governo federal.

Raio-x do mercado clandestino Dados divulgados revelam que o país registra pelo menos 355 domínios de bets ilegais para cada plataforma autorizada pelo Ministério da Fazenda. Atualmente, o setor regulado conta com 187 endereços oficiais. Em contrapartida, órgãos competentes intensificaram as fiscalizações, acumulando dezenas de milhares de bloqueios de páginas sem permissão nos últimos anos.

Auditoria e vulnerabilidades Relatórios de auditoria indicam que uma fatia significativa dos portais derrubados consegue burlar as restrições e continua acessível aos usuários por meio de novos caminhos na internet.

Entre os principais riscos apontados por especialistas estão a ausência total de supervisão estatal, a sonegação de tributos obrigatórios e o uso de estratégias agressivas de marketing direcionadas a públicos sensíveis, como menores de idade.

Velocidade de renovação das plataformas O monitoramento constante do setor aponta para uma dinâmica acelerada de surgimento de novas marcas e endereços na rede.

Dezenas de novos sites clandestinos passam a operar diariamente, impulsionados por redes sociais e aplicativos de mensagens. Além disso, é comum que marcas penalizadas simplesmente migrem suas operações para novos domínios logo após sofrerem sanções.

Impactos de novas proibições Projeções econômicas indicam que medidas excessivamente restritivas, como a proibição de cassinos virtuais, poderiam inflar ainda mais o mercado clandestino, fazendo com que a fatia irregular salte para patamares muito superiores.

A migração de apostadores para o ambiente não regulamentado resultaria em bilionárias perdas anuais na arrecadação de impostos, além de enfraquecer mecanismos de controle financeiro.

Segurança do apostador em risco Plataformas legalizadas são obrigadas a seguir diretrizes rígidas de proteção, incluindo o bloqueio de beneficiários de programas sociais e sistemas de autoexclusão para pessoas vulneráveis. Nos ambientes clandestinos, tais salvaguardas simplesmente não existem.

Declarações do setor O presidente da entidade, Plínio Lemos Jorge, afirmou que medidas mais restritivas para o setor podem ampliar a participação do mercado ilegal.

“O site ilegal não vai sumir com uma medida provisória. Pelo contrário, será o melhor ambiente para atuação dessas empresas”, declarou.

Sobre a migração de marcas entre endereços, Lemos Jorge disse que o bloqueio de domínios reduz o acesso a parte das plataformas, mas não elimina a oferta ilegal.

O cenário evidencia que o combate à pirataria digital no setor exige estratégias complexas que vão além do simples bloqueio de páginas, envolvendo cooperação internacional e inteligência financeira.

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