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Ex-presidente de cooperativa e companheira são presas no Paraná

Polícia Civil apura desvio de mais de R$ 300 mil em entidade de reciclagem em Ivaiporã e investiga envolvimento em jogos de azar

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Ex-presidente e companheira são presas suspeitas de desviar R$ 301 mil de cooperativa no Paraná

Duas mulheres foram alvos de mandados de prisão preventiva expedidos pela 54ª Delegacia Regional de Ivaiporã, no Norte do Paraná. A suspeita é de que elas tenham desviado recursos financeiros de uma cooperativa de reciclagem localizada no município.

Como o esquema criminoso foi descoberto

O caso começou a ser investigado após a tesoureira da entidade procurar a delegacia em 10 de setembro. Ela relatou a identificação de transações financeiras atípicas na conta bancária da instituição, incluindo repasses para contas de pessoas físicas ligadas à gestão ou à movimentação do caixa.

Conforme apontado pelo delegado Erlon Ribeiro, responsável pelo inquérito, as irregularidades financeiras teriam acontecido de maneira contínua ao longo de aproximadamente um ano. A então presidente da entidade é acusada de usar a função para beneficiar a si mesma e à companheira.

Valores movimentados e prejuízos calculados

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) mapeou 199 transações bancárias ligadas a uma das suspeitas. As somas brutas alcançaram a marca de R$ 682 mil, mas o dano financeiro efetivo avaliado até o momento é de cerca de R$ 301 mil. A divergência ocorre porque valores parciais foram repostos na conta da instituição.

As investigadas respondem perante a Justiça por suspeita de furto qualificado e estelionato. Entre as manobras utilizadas pela ex-presidente estariam saques, transferências via PIX e até mesmo a contratação de empréstimos bancários em nome da cooperativa.

Versões apresentadas pelas suspeitas

Durante os depoimentos prestados à autoridade policial, as duas mulheres apresentaram justificativas para a movimentação atípica do dinheiro.

“Na versão das investigadas, a antiga presidente da cooperativa alega que esses desvios decorrem de um vício em apostas on-line, em bets. A segunda investigada alega que apenas forneceu a sua conta bancária para que a investigada recebesse, destinasse esses valores, não tendo participação com o crime”, afirmou Ribeiro.

Impacto nos trabalhadores e novas frentes

As apurações também examinam um suposto estelionato envolvendo uma cooperada, que teria repassado aproximadamente R$ 146 mil acreditando que a quantia serviria para regularizar o pagamento da equipe, embora haja indícios de desvio para o uso pessoal das suspeitas.

O impacto financeiro atingiu diretamente cerca de 30 trabalhadores que sobrevivem da coleta e triagem de materiais recicláveis. O delegado destacou que os cooperados enfrentaram períodos sem receber salários, o que motivou uma paralisação e a busca por esclarecimentos diretamente em uma agência bancária.

Para resguardar o patrimônio e garantir futura reparação de danos, a Justiça ordenou o bloqueio de ativos financeiros e impôs restrições à transferência de veículos ligados às investigadas. A polícia segue com as diligências para apurar o alcance total dos prejuízos e a possível participação de terceiros.

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