O revés sofrido diante do Athletico-PR no último domingo teve um peso amargo para o Bahia, culminando em pontos perdidos na tabela do Campeonato Brasileiro e ressuscitando um problema que parecia superado na Cidade Tricolor. Com a cobrança desperdiçada por Everaldo nos acréscimos do segundo tempo, o clube assumiu o topo da lista de equipes da Série A que mais desperdiçaram penalidades no tempo regulamentar de partidas oficiais ao longo de 2026.
Estatísticas e aproveitamento na temporada
De acordo com dados levantados pelo Gato Mestre, o Tricolor acumula quatro cobranças perdidas em um total de 13 oportunidades neste ano, excluindo amistosos e disputas alternadas. Esse índice coloca o time baiano empatado com Bragantino, Remo e Athletico-PR no topo do ranking negativo de desperdícios no futebol nacional.
Em contrapartida, a equipe também se destaca pelo volume ofensivo, liderando as estatísticas de penalidades a favor (13) e dividindo com Vitória e Cruzeiro o posto de quem mais balançou as redes por meio de tiros livres, com nove conversões. No entanto, a soma desses fatores resulta no oitavo pior aproveitamento geral do torneio para o esquadrão baiano.
Desempenho dos cobradores e histórico de erros
Durante o primeiro semestre, a eficiência nas penalidades foi motivo de grande instabilidade, marcando apenas 50% de aproveitamento inicial e culminando na eliminação precoce para o O’Higgins-CHI na fase prévia da Libertadores. Posteriormente, o time engatou uma sequência de sete acertos seguidos, com Luciano Juba assumindo a responsabilidade e convertendo quatro de suas cinco tentativas.
Abaixo está o registro detalhado do aproveitamento individual por atleta na temporada:
- Willian José: 2 / 4 (50%)
- Everaldo: 1 / 2 (50%)
- Luciano Juba: 4 / 5 (80%)
- Rodrigo Nestor: 1 / 1 (100%)
- Alejo Veliz: 1 / 1 (100%)
Polêmica e próximos compromissos
O tema voltou ao centro das discussões porque Luciano Juba estava em campo no último domingo, mas optou por entregar a bola a Everaldo na reta final do jogo contra os paranaenses. Questionado sobre a escolha do cobrador, o técnico Rogério Ceni assumiu a culpa pelo cenário e repreendeu a abordagem da imprensa na entrevista coletiva pós-jogo.
– Você fez essa pergunta em Belém, quando Juba bateu e Everaldo estava em campo contra o Remo [em março], vai inverter agora? Você ouviu seu colega perguntar e vai inverter? A decisão é sempre minha. Isso é um oportunismo do caral** – reclamou Ceni.
Agora, o elenco tricolor ganha tempo para ajustes durante a paralisação para a Data Fifa. O próximo compromisso oficial do Bahia acontece no dia oito de outubro, quando a equipe visita o Palmeiras no Nubank Parque, em duelo válido pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro.








