O presidenciável Renan Santos cumpriu agenda de campanha em Curitiba neste domingo (20). Durante ato na Praça Santos Andrade, na capital paranaense, o candidato do Missão criticou severamente o reajuste nos valores do Bolsa Família promovido pelo governo federal.
Ações judiciais e críticas ao governo Para o político, a medida tem caráter eleitoreiro e visa beneficiar a atual gestão. Ele afirmou que acionou a Justiça Eleitoral para tentar barrar a alteração no benefício social.
“É um absurdo que um Presidente da República, em período eleitoral, venha aumentar o valor de um benefício social de modo a se beneficiar eleitoralmente disso. Isso é criminoso. Isso não pode fazer. O Bolsonaro, inclusive, já foi julgado por crimes similares por alterar programas programas sociais em ano eleitoral. Por que que o Lula, a três semanas da eleição, pode, ele próprio, aumentar o valor de um benefício que atinge milhões de brasileiros? São mais de 20 milhões de famílias. É óbvio que isso é eleitoreiro e é óbvio que, se a Justiça Eleitoral for de fato justa e focada naquilo que é eleitoral, ela vai derrubar”, falou.
Posição do Supremo Tribunal Federal Apesar dos questionamentos da oposição, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na última sexta-feira (18) que o ato governamental configura apenas correção inflacionária.
“A providência adotada corresponde, portanto, à atualização periódica dos valores prevista no marco legal que disciplina atualmente a política pública e que já foi reconhecido por esta Corte como instrumento de concretização da ordem proferida nestes autos. […] Além disso, a medida não importa criação de novo benefício, alteração dos critérios de elegibilidade ou ampliação do universo de beneficiários. Trata-se apenas de atualização dos valores das prestações integrantes de programa social já existente, mediante critério objetivo de correção monetária”, escreveu Gilmar Mendes.
Propostas para o ensino superior Além da pauta econômica, o candidato também abordou temas ligados à educação durante passagem em frente à Universidade Federal do Paraná (UFPR).
“O fim da autonomia pressupõe que, tal qual a China faz, tal qual Israel faz, tal qual Singapura faz, o Estado brasileiro possa investir mais em áreas como engenharia, engenharia espacial, geologia por conta das terras raras, biotecnologia e todas as áreas ligadas à agricultura, para fomentar o crescimento econômico nacional e não deixar isso nas mãos de diretores com os seus apadrinhados políticos nas faculdades, que determinam o que é prioridade ou não para eles. A prioridade é o que vai desenvolver o Brasil. Nesse sentido, eu vou alterar a autonomia universitária para que se foque na pesquisa nessas áreas”, afirmou o candidato, que explicou que isso ficaria ligado às políticas de Estado quinquenais do Ministério da Educação.
A passagem pelo Paraná e por estados vizinhos integra a estratégia nacional de campanha do postulante ao Palácio do Planalto.








