A chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acionou o Tribunal Superior Eleitoral com 20 pedidos de direito de resposta para conter o que chamou de uma “disseminação sistemática de desinformação” promovida pelo PL e pelo candidato Flávio Bolsonaro no Instagram.
Uso de inteligência artificial nas postagens
O PT e outros partidos da coligação afirmam que o PL e Flávio fizeram “uso ilegal de inteligência artificial e mídias sintéticas para fabricar acusações”. De acordo com os advogados, os perfis ligados ao PL criaram vídeos com IA associando Lula a crimes, simulando questionários sobre corrupção e veiculando animações computadorizadas “sem qualquer aviso obrigatório sobre o uso da tecnologia”.
A coligação afirma que algumas postagens manipulam imagens reais “por meio de edições tendenciosas e cortes fora de contexto”.
Alegações de honra ferida e memes
Segundo a coligação “Brasil Pronto Pra Mais”, as publicações na rede social “atacam diretamente a honra do candidato e tentam induzir o eleitorado a erro com conteúdos falsos e manipulados”.
A ação declara que um dos vídeos mostra, por exemplo, declarações do presidente alteradas e repetidas em looping “para criar memes de deboche, simulando que Lula estaria zombando da inflação e do preço dos alimentos”.
Nos pedidos de resposta, a coligação contesta publicações que vinculam Lula a investigações de terceiros, segundo a defesa, “sem qualquer prova ou denúncia, apelando para ilações e acusações genéricas”.
Os pedidos de resposta foram dirigidos ao presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, pelo PT em conjunto com o PC do B, PV, PSB, PDT e a federação Psol-Rede.
Pedidos de remoção de conteúdo
A coligação de Lula pede a remoção dos conteúdos do ar e a publicação, nos perfis do PL e de seus candidatos, de notas de esclarecimento. De acordo com o pedido, essas notas devem permanecer publicadas pelo dobro do tempo em que os conteúdos considerados ofensivos ficaram no ar.








