O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta 2ª feira (21.set.2026) que as eleições brasileiras deste ano representam uma escolha entre “democracia ou barbárie”. Em entrevista à CNN, em Nova York, disse estar confiante de que vencerá a disputa presidencial.
Visões de país e conservação ambiental
Lula também associou a eleição a diferentes visões sobre preservação ambiental, inclusão social e cultura. Segundo ele, os eleitores terão de escolher entre políticas de conservação da natureza ou desmatamento, inclusão social ou abandono dos pobres e fortalecimento ou fim da cultura.
Cenário eleitoral e segurança das urnas
A jornalista Christiane Amanpour, da CNN, mencionou pesquisas que indicam empate estatístico entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual 2º turno e comparou o cenário com a eleição de 2022. Lula respondeu que sempre fica preocupado durante as eleições, mas afirmou confiar no resultado das urnas.
O presidente disse estar “muito confortável” com o processo eleitoral e elogiou o sistema de votação eletrônica brasileiro. Afirmou que a apuração permite conhecer o resultado rapidamente mesmo diante da extensão territorial do país.
Relações internacionais e interferência estrangeira
Ao comentar a influência dos Estados Unidos na política brasileira, Lula citou o filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL), e afirmou que o governo deverá esclarecer como a produção foi financiada.
Na entrevista, Lula também disse que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou a outras pessoas que não interferirá nas eleições brasileiras.
Segundo Lula, ele próprio pediu a Trump que os EUA não se envolvessem na disputa eleitoral brasileira. O presidente afirmou que a eleição deve ser decidida pelo povo brasileiro.
Lula afirmou ainda que o Brasil não é “anti-americano” e defendeu uma relação baseada em respeito entre os 2 países. Segundo ele, Brasil e EUA mantêm uma relação diplomática de mais de 200 anos.
O presidente declarou, porém, estar preocupado com possíveis sinais de interferência estrangeira, inclusive por meio de inteligência artificial. Disse que, até o momento, são apenas suspeitas e que não há evidências concretas.
Lula citou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e afirmou estar preocupado com a proximidade dele com a família Bolsonaro.
O presidente brasileiro também falou sobre as negociações comerciais com os EUA e afirmou que não pretende iniciar uma guerra tarifária com o país.
Disse que o governo continuará negociando antes de avaliar a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica. Segundo o presidente, caso não haja acordo, o Brasil poderá adotar medidas contra produtos norte-americanos.








