A permanência de Paulo Pezzolano no comando técnico tornou-se o principal fator que empurra o Internacional rumo a um rebaixamento que já parece evidente para grande parte da torcida e da imprensa. Ignorando os sinais evidentes de fracasso acumulados ao longo de semanas, a diretoria colorada insiste em um trabalho insustentável, confirmado mais recentemente pelo revés diante do São Paulo pelo Campeonato Brasileiro.
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Erros recorrentes e falta de consistência em campo
O Colorado encerra o mês de setembro sem demonstrar capacidade mínima de execução tática. Na derrota por 1 a 0 para os paulistas, o zagueiro Maripán cometeu um pênalti desnecessário em Luciano, coroando uma atuação defensiva desastrosa. Desde o apito inicial, o time gaúcho assustou pela quantidade de erros grotescos em passes curtos — aqueles mesmos que a comissão técnica prometeu corrigir após cobranças diretas da torcida semanas antes.
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Escolhas contestadas e involução coletiva
Sob a batuta do treinador uruguaio, o clube não evolui; pelo contrário, piora rodada após rodada. As decisões da comissão técnica geram revolta generalizada, como a inversão de posicionamento entre Mercado e Maripán. Além disso, as alterações durante a partida desafiam a lógica: o comandante optou por colocar Allex, Thiago Maia e Aguirre antes de acionar um centroavante de área, acionando Sanabria apenas aos 33 minutos da etapa final, quando o time já agonizava na criação ofensiva.
O histórico negativo do comandante uruguaio no torneio nacional é tão alarmante que ele acumula mais cartões amarelos do que vitórias no campeonato, com uma proporção de oito advertências para apenas seis triunfos. A única vitória recente da equipe no segundo semestre ocorreu contra a lanterna Chapecoense graças a uma falha bizarra do goleiro adversário.
Tempo hábil para uma troca no comando
Com a paralisação do torneio devido à Data Fifa, o clube gaúcho dispõe de 17 dias até o confronto direto contra o Corinthians, marcado para o dia 7 de outubro. Esse intervalo representa a última oportunidade real para a cúpula diretiva corrigir a rota, demitir o atual treinador e buscar um substituto capaz de evitar o desastre histórico.
Persistir nos mesmos erros de gestão e manter um comando técnico ineficaz significa assinar antecipadamente o descenso para a segunda divisão. A ameaça da queda já se transformou em uma rota inevitável caso o clube não promova uma guinada drástica em sua filosofia esportiva.








