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Ana, en Passant busca troféu principal no Festival de Brasília

Animação dirigida por Fernanda Salgado aposta em técnicas mistas e trilha sonora marcante para vencer o evento

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Com trilha sonora de Metá Metá, ‘Ana, en Passant’ disputa prêmio principal no Festival de Brasília 2026

Concorrendo ao prêmio principal da Mostra Competitiva Nacional, o longa-metragem Ana, en Passant pode fazer história neste sábado (19) no 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. A obra marca a estreia de Fernanda Salgado na direção de animações em longa-metragem, sendo também o primeiro trabalho do gênero comandado por uma mulher negra na programação do tradicional evento.

Sinopse e técnicas visuais do filme

A trama acompanha a personagem Ana, que decide sair de Paris após o falecimento da avó. Como herança, ela recebe uma caixa contendo uma carta, alguns objetos, duas chaves e a indicação de um endereço na capital mineira, Belo Horizonte. Movida pela curiosidade de desvendar um passado familiar até então desconhecido, a protagonista decide embarcar rumo ao Brasil.

Para construir essa narrativa, a produção mistura diferentes métodos artísticos. O projeto utiliza animação 2D, rotoscopia, técnicas de colagem e stop-motion, resultando em um visual texturizado e inventivo.

Elenco e conexão musical

O elenco de voz conta com nomes de peso como Jéssica Pierina, Zezé Motta e Carlos Francisco. Já a trilha sonora foi assinada pelo grupo de jazz-rock Metá Metá, uma escolha pensada pela diretora durante a fase de refinamento do roteiro entre 2020 e 2021.

“A estética sonora deles conversa muito bem com a nossa proposta estética visual. É um som muito texturizado, cheio de ruídos, que se deixa sentir”, explica. “Porque o filme, em termos visuais, tem a superposição de texturas e técnicas. Esse diálogo é tão misto e faz com que não tenha uma linearidade nesse universo que é um pouco desconstruído, então, os ruídos presentes são quase visíveis. O tipo de som que o Metá Metá faz conversa muito diretamente com essa proposta estética visual que a gente tinha.”

“E, para além disso, acho que o elemento das referências das religiões de matriz africana e afro-brasileira estão super presentes na narrativa, no tema e na estética visual, e isso também está presente ali na música deles, nessa maneira híbrida. Então também por isso fez tanto sentido a presença deles musicalmente”, completa a cineasta.

Concorrência e encerramento

Na disputa pelo prêmio máximo do festival, o filme enfrenta outras produções de destaque na categoria de longas-metragens. A lista de concorrentes inclui Pequenas Tragédias, de Daniel Nolasco; Tudo é Tempo, de Marcos Guttmann; Todo o Sentimento, de Ary Rosa e Glenda Nicácio; Privadas de Suas Vidas, de Gustavo Vinagre e Gurcius Gewdner; Se Eu Fosse Vivo… Vivia, de André Novais Oliveira; e Sabes de Mim, Agora Esqueça, de Denise Vieira.

O resultado da premiação será divulgado oficialmente na cerimônia de encerramento da 59ª edição do festival de cinema, marcada para acontecer na noite de sábado, 19 de setembro.

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