O atendimento especializado para pacientes com doença renal crônica no Sistema Único de Saúde foi ampliado pelo Ministério da Saúde. A medida busca assegurar assistência oportuna, barrar o avanço da enfermidade e diminuir a incidência de quadros severos na rede pública.
Novos pacotes de atendimento e repasses maiores
Vinculada ao programa Agora Tem Especialistas, a estratégia reformula a assistência ao agrupar consultas, exames e procedimentos em blocos integrados. Os recursos repassados para esses atendimentos apresentam reajustes que chegam a ser até 360% maiores em comparação aos montantes anteriores.
Como exemplo, a fase preparatória para a hemodiálise teve a remuneração elevada de R$ 940,22 para R$ 3.000,63.
Como funcionam as Ofertas de Cuidados Integrados
A prestação de serviços ocorre por meio das Ofertas de Cuidados Integrados, que agrupam em um único pacote terapêutico as intervenções exigidas conforme o grau de evolução do quadro do paciente.
O modelo engloba avaliações com especialistas, exames de laboratório e de imagem, suporte com equipes multiprofissionais e outras condutas clínicas necessárias.
“A iniciativa busca reduzir o tempo entre as diferentes etapas da assistência, garantir acompanhamento contínuo e preparar, no momento adequado, os pacientes que precisam iniciar a terapia renal substitutiva”, destacou o ministério.
Novas terapias para anemia associada
O governo federal revisou o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Anemia na Doença Renal Crônica. A medida incluiu alternativas inovadoras de tratamento na rede pública, a exemplo da carboximaltose férrica e da derisomaltose férrica.
Agilizando o transplante renal
A linha de cuidado para enfermos renais crônicos também contempla o transplante de órgãos. Com a nova estruturação, o monitoramento especializado pode acelerar a detecção e o direcionamento de indivíduos aptos para a fila de transplante antes mesmo da necessidade de diálise.
As diretrizes do Sistema Nacional de Transplantes determinam que portadores de insuficiência renal avançada, mesmo sem realizar diálise, recebam orientação sobre a via cirúrgica e obtenham acesso à triagem especializada.
“Dessa forma, o cuidado antes da diálise também contribui para preparar e encaminhar os pacientes que possam ter indicação para transplante”, reforçou o ministério.








