O Ibovespa recua nos primeiros negócios desta sexta-feira (18), aos 185,1 mil pontos, marcado por vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista, enquanto os investidores permanecem atentos ao cenário eleitoral no país.
Movimentação dos ativos e cenário político Os investidores digerem nova pesquisa Datafolha sobre o cenário eleitoral, enquanto no exterior ações e títulos caíam ao final de uma semana marcada por decisões de política monetária. Caem as ações de VALE3, PETR4, grandes bancos, varejistas e siderúrgicas. O dólar comercial sobe a R$ 5,14 e os juros futuros avançam. O levantamento do Datafolha divulgado na véspera mostrou que a vantagem numérica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno na eleição presidencial de outubro se manteve. Ainda na agenda nacional, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, palestra no Fórum CEO Brasil a partir das 18h, depois de Lula ter assinado, a menos de 20 dias do primeiro turno das eleições presidenciais, decreto na quinta para reajustar em 15% os benefícios do Bolsa Família a partir de outubro. O movimento repercutiu negativamente nos mercados.
Contexto internacional e juros globais No exterior, a política monetária foi o principal foco nesta semana, enquanto a guerra no Oriente Médio se aproxima da marca de sete meses com poucos sinais de que vá terminar, mantendo os preços do petróleo acima de US$100 por barril e alimentando temores de inflação. Nesta sexta, o Banco do Japão elevou a taxa de juros para o nível mais alto em 31 anos, a 1,25%, com seu presidente sinalizando que o banco central entrou em uma nova fase voltada a evitar que a inflação ultrapasse sua meta, abrindo caminho para novos aumentos. A decisão do Banco do Japão encerra a rodada de reuniões dos principais bancos centrais, na qual as autoridades elevaram a retórica hawkish. Em Wall Street, o Dow Jones Futuro cai 0,33%, S&P Futuro perde 0,10% e Nasdaq Futuro tem valorização de 0,17%.
Perspectivas para a economia No cenário corporativo e macroeconômico, analistas ponderam sobre os rumos da inteligência artificial e os ciclos de aperto monetário ao redor do globo, avaliando riscos de sobreinvestimento e pressões inflacionárias persistentes. “Em algum momento, todos os ciclos terminam”, disse à CNBC Brian Levitt, estrategista-chefe de mercado global da Invesco. “Este, em particular, não acho que terminará com o aumento da taxa de juros do Fed tão cedo, ou com a alta dos preços do petróleo. Ele terminará quando algo quebrar no setor de IA, quando, novamente, um hiperescalador reduzir seus investimentos, ou quando o mercado considerar o volume de investimentos excessivo em comparação com o retorno esperado sobre o capital investido. Mas esse não é o cenário atual”.








