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EUA querem transferir drones militares da África para a América do Sul

Governo norte-americano planeja reposicionar equipamentos de inteligência e vigilância para reforçar novas operações na região.

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EUA planejam deslocar drones de combate da África para a América do Sul

O governo dos Estados Unidos tem planos de realocar parte de sua frota de drones militares MQ-9 Reaper, que hoje operam no continente africano, para a jurisdição encarregada da América do Sul e do Caribe. A estratégia integra um plano de expansão da influência militar norte-americana na região.

H2: Mudança nas prioridades do Pentágono

Até o momento, autoridades não divulgaram a quantidade exata de aeronaves que serão remanejadas. Contudo, uma fonte indicou que a operação pode abranger a “maioria” dos MQ-9 atualmente sob jurisdição do Comando dos EUA para a África.

Esses veículos aéreos não tripulados desempenham funções cruciais de inteligência, monitoramento e ataques cirúrgicos. Conforme apurações, a realocação prepara o terreno para missões inéditas de combate às drogas e ao terrorismo desenvolvidas em conjunto com nações latino-americanas.

H3: Equador e Colômbia no radar militar

Entre os locais cotados para receber os equipamentos está o Equador, nação que já conduz ações coordenadas com os norte-americanos contra facções rotuladas como terroristas. O país firmou um acordo para o empréstimo de três unidades do modelo MQ-9A Reaper com o objetivo de vigiar corredores do narcotráfico e executar ataques pontuais.

O movimento reflete uma alteração estratégica na defesa dos Estados Unidos. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, definiu a segurança do território americano e do Hemisfério Ocidental como o foco central do Pentágono na Estratégia Nacional de Defesa apresentada em janeiro.

Em agosto, o titular da Defesa mencionou Equador, Honduras, Guatemala, Jamaica e Colômbia como parceiros que intensificaram o alinhamento militar com Washington no combate a grupos chamados pelo governo americano de “narcoterroristas”.

A Colômbia também estreitou esses laços. O presidente Abelardo de la Espriella firmou um pacto com Washington para a recepção de três aeronaves do mesmo modelo.

A iniciativa consolida uma presença militar que já vinha ganhando força no Caribe e em países vizinhos com o envio de aeronaves de caça, drones e aviões de apoio tático para interceptar embarcações ligadas ao tráfico de drogas. Até o momento, o Pentágono optou por não se pronunciar sobre a transferência dos equipamentos.

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